Sexta-feira, 02 de janeiro-(01) de 2026
Matéria do G1
O governo
Lula fechou o ano de 2025 com a maior quantia paga em emendas parlamentares em
um único ano, na história do Brasil.
Ao todo, foram pagos R$ 31,5
bilhões em emendas impositivas ou discricionárias — quando não há
obrigatoriedade de pagamento por parte do governo.
Os dados, compreendidos até o dia
31 de dezembro de 2025, foram extraídos pelo Sistema Integrado de Planejamento
e Orçamento (Siop), do Ministério do Planejamento e Orçamento.
Ao todo, foram pagos 67% das
emendas empenhadas, R$ 47 bilhões, que por sua vez, foram empenhados quase na
totalidade do que foi autorizado, R$ 48,5 bilhões. Inicialmente o orçamento da
União para 2025 previa R$ 50 bilhões, mas o valor foi reduzido ao longo do ano.
Entre as emendas pagas, a maior
parte delas foram impositivas (83,1%). Foram R$ 19,9 bilhões para emendas
individuais, que levam o selo de classificação de cada um dos parlamentares que
fizeram as indicações e outros R$ 6,3 bilhões em emendas das bancadas
estaduais.
Outros R$ 5,3 bilhões foram pagos
em emendas não obrigatórias, de poder das comissões temáticas do Congresso.
Elas também foram as emendas com o menor percentual de pagamento neste ano,
47,4%.
Entretanto, apesar da baixa
execução de pagamentos, o governo empenhou quase a totalidade das emendas de
comissão previstas no orçamento, R$ 11,2 bilhões (98%). Assim, tudo que foi
empenhado e não foi pago devem ser reclassificadas como "restos a
pagar" e poderão ser pagas nos próximos anos.
Aumento
exponencial
Nos últimos anos, o Congresso
Nacional tem avançado sob o orçamento da União e aumentado cada vez mais o
poder sob as receitas do governo com a desculpa de entender melhor as necessidades
regionais da população, estados e municípios.
Em uma década, o valor total
destinado a emendas parlamentares do Congresso Nacional aumentou 5x, saltando
de R$ 9 bilhões em 2016 para R$ 48,5 bilhões em 2025.
O momento chave da mudança
aconteceu em 2020, quando o Congresso começou a operacionalizar as emendas
parlamentares do relator do orçamento, que posteriormente ficaram conhecidos
como "orçamento secreto", extinto pelo Supremo Tribunal Federal (STF)
em 2022.
Por: G1

