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Lei sancionada acaba com descontos indevidos em benefícios do INSS e garante ressarcimento aos segurados

Quarta-feira, 07 de janeiro-(01) de 2026
Conforme a nova regra, a responsabilidade pelo ressarcimento de descontos indevidos passa a ser da associação ou instituição financeira, que deverá devolver os valores no prazo máximo de 30 dias.
© Rafa Neddermeyer/Agência Brasil
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que proíbe descontos de mensalidades associativas nos benefícios pagos pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A nova legislação também determina a busca ativa de aposentados e pensionistas prejudicados, além de assegurar o ressarcimento integral dos valores descontados de forma irregular.

A mudança altera a Lei dos Planos de Benefícios da Previdência Social (Lei nº 8.213/1991) e veda qualquer desconto, mesmo quando houver autorização do beneficiário. A única exceção ocorre nos casos de autorização prévia, pessoal e específica, com autenticação por biometria, reconhecimento facial ou impressão digital, além de assinatura eletrônica.

Conforme a nova regra, a responsabilidade pelo ressarcimento de descontos indevidos passa a ser da associação ou instituição financeira, que deverá devolver os valores no prazo máximo de 30 dias. A lei também autoriza o sequestro de bens de pessoas investigadas ou acusadas de crimes relacionados a cobranças irregulares em benefícios previdenciários.

A legislação foi publicada no Diário Oficial da União desta quarta-feira (7) e é resultado de um amplo debate iniciado após a deflagração da Operação Sem Desconto, conduzida pela Polícia Federal (PF) e pela Controladoria-Geral da União (CGU), em abril de 2025. As investigações revelaram um esquema que lesou milhões de beneficiários em todo o país.
Desde então, todos os acordos que permitiam descontos associativos diretamente nos benefícios do INSS foram suspensos, e uma força-tarefa foi criada para devolver os valores cobrados indevidamente.

De acordo com o INSS, até o dia 5 de janeiro já foram ressarcidos R$ 2,83 bilhões a aposentados e pensionistas vítimas de descontos irregulares. O montante corresponde a 4,16 milhões de solicitações de contestação apresentadas por segurados.

Ainda segundo o balanço oficial, mais de 72,5 milhões de consultas sobre possíveis descontos indevidos foram realizadas por meio do aplicativo Meu INSS. Desse total, 38,7 milhões não identificaram irregularidades. No entanto, ainda existem mais de 6,3 milhões de pedidos de contestação em análise, com 131.715 casos de descontos indevidos já reconhecidos.



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