Terça-feira, 20 de janeiro-(01) de 2026
Matéria de Gutemberg Cardoso
O
presidente Luiz Inácio Lula da Silva trabalha para montar
um grupo forte de candidatos ao Senado com o objetivo de
evitar que a oposição conquiste ampla vantagem nas eleições de outubro. A
estratégia tem sido tratada como prioridade dentro da base aliada do governo.
Segundo
apuração da coluna Radar, Lula tem reforçado junto a aliados a
importância de que os partidos parceiros priorizem a disputa pelas
cadeiras no Senado, atualmente presidido por Davi Alcolumbre.
Para o presidente, é fundamental que nomes considerados fortes e
competitivos sejam escalados para a corrida eleitoral.
Um
dos nomes já definidos é o da ministra da Secretaria de Relações
Institucionais, Gleisi Hoffmann, que deverá deixar o cargo em
abril para disputar uma vaga no Senado pelo Paraná.
Nos
bastidores, interlocutores do presidente avaliam que a eleição para o Senado
é tão estratégica quanto a disputa pelo Palácio do Planalto. A
avaliação leva em conta a possibilidade de Lula buscar a reeleição e a
necessidade de garantir uma base sólida no Congresso.
A
leitura do entorno do presidente é que, em um eventual novo mandato, será
necessário ter uma governabilidade mais confortável do que a do atual
mandato para viabilizar a aprovação de projetos de interesse do
Executivo.
A
preocupação do Palácio do Planalto também reflete a expectativa de que nomes
ligados à oposição são vistos como altamente competitivos na disputa
pelas vagas do Senado, o que acendeu o alerta no núcleo político do governo.
Por: Gutemberg Cardoso

