Sábado, 31 de janeiro-(01) de 2025
Último caso confirmado na Índia foi
diagnosticado em 13 de janeiro e avaliação é a mesma divulgada pela Organização
Mundial da Saúde (OMS) durante uma entrevista coletiva
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| (Foto: Ruslanas Baranauskas / Divulgação) |
O Ministério da Saúde explicou nesta
sexta-feira (30) que o vírus Nipah, que teve dois casos confirmados na
província indiana de Bengala Ocidental, na Índia, tem potencial baixo de causar
uma nova pandemia e não representa uma ameaça para o Brasil.
A avaliação é a mesma divulgada pela
Organização Mundial da Saúde em uma entrevista coletiva nesta sexta-feira.
A autoridade sanitária do governo
brasileiro esclareceu que o último dos dois casos confirmados na Índia foi
diagnosticado em 13 de janeiro, e que, desde então, foram identificados 198
contatos dos casos confirmados. Todos foram monitorados e os testes tiveram
resultados negativos para a doença.
“Diante do cenário atual, não há
qualquer indicação de risco para a população brasileira. As autoridades de saúde
seguem em monitoramento contínuo, em alinhamento com organismos
internacionais”, esclareceu o Ministério da Saúde.
O ministério afirmou que mantém no
Brasil protocolos permanentes de vigilância e resposta a agentes altamente
patogênicos, em articulação com instituições de referência como o Instituto
Evandro Chagas e a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), além da participação da
Organização Pan-Americana da Saúde (Opas).
O Nipah já foi identificado outras
vezes no Sudeste da Ásia. Segundo a Organização Mundial da Saúde, ele foi
descoberto em 1999, em um surto entre criadores de porcos na Malásia, e é
detectado com regularidade em Bangladesh e na Índia.
Consultor da Sociedade Brasileira de
Infectologia, o professor de infectologia da Faculdade de Medicina de Ribeirão
Preto da Universidade de São Paulo (USP) Benedito Fonseca explicou, em
entrevista à Agência Brasil, que a incidência na Índia está ligada à presença
de uma espécie de morcegos que serve de hospedeiro para o vírus, que por isso é
classificado como zoonótico.
Esses morcegos, que não vivem no
continente americano, se alimentam de frutas e de uma seiva doce que também são
consumidas por seres humanos e animais domésticos nesta época do ano, e isso
causa a contaminação. Também há relatos de que secreções de pessoas infectadas
podem transmiti-lo.
“Os vírus [zoonóticos] normalmente têm
uma relação muito íntima com o seu reservatório. E esse morcego tem uma
distribuição grande na Ásia, mas não tem distribuição nem na Europa nem nas
Américas. Acredito que o potencial pandêmico, de uma distribuição no mundo
todo, é pequeno”, avaliou Fonseca.
Por: Agência Brasil

