Domingo, 11 de janeiro-(01) de 2026
Matéria da Band/Uol
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| Foto: Reprodução / THOMAS COEX / AFP |
O número de mortos nos protestos que tomam
as ruas do Irã subiu para 203 neste domingo (11),
segundo levantamento do grupo de ativistas HRANA (Human Rights
Activists News Agency), sediado nos Estados Unidos. O novo balanço surge em
um momento crítico, onde ONGs internacionais
denunciam um “massacre em curso” e as forças de segurança do regime do Aiatolá
Ali Khamenei confirmam ter escalado o nível de confronto.
As manifestações, que já duram quase duas semanas e
se espalharam por mais de 100 cidades, ocorrem sob um rigoroso apagão
da internet imposto pelo governo, o que dificulta a verificação
independente dos fatos. No entanto, relatos obtidos por organizações de
direitos humanos descrevem cenários de guerra urbana, com a polícia disparando
munição letal diretamente contra a multidão.
O Centro para os Direitos Humanos no Irã (CHRI),
outra organização com base nos EUA, emitiu um alerta grave: “Um massacre está
em curso no Irã em meio a um apagão da internet”. A entidade afirma ter
recebido denúncias de que hospitais estão superlotados, com corpos sendo
amontoados.
A ONG norueguesa Iran Human Rights estima
que o número real de óbitos pode ser muito acima do divulgado e pode
chegar a 2 mil pessoas.
Tensão geopolítica e ameaças dos EUA
A crise interna no Irã rapidamente ganhou contornos
de uma crise diplomática internacional. O governo iraniano acusa abertamente
potências estrangeiras de estarem por trás dos distúrbios. O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian,
pediu que a população se afaste do que chamou de “terroristas e badernistas”, acusando os Estados Unidos e Israel de “semear caos e desordem”. Apesar da retórica
dura, Pezeshkian tentou sinalizar uma abertura, afirmando que o governo está
pronto para “ouvir seu povo” e resolver questões econômicas.
No entanto, a resposta de Washington tem elevado a
temperatura. Segundo a imprensa norte-americana, o presidente Donald
Trump renovou ameaças a Teerã, declarando que os iranianos “buscam a
liberdade” e que os EUA estão “prontos para ajudar”. Diante da movimentação
ocidental, o presidente do parlamento iraniano, Mohammad Bagher Qalibaf, emitiu
um aviso direto: “Sejamos claros: em caso de ataque ao Irã, os territórios
ocupados [referência a Israel], assim como todas as bases e navios dos EUA,
serão nossos alvos legítimos.”
Por: Band/Uol

