Sexta-feira, 09 de janeiro-(01) de 2026
O acordo prevê a redução de tarifas e
barreiras comerciais em uma das maiores áreas de comércio do mundo. Foram 25
anos de negociações
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| Mtcurado/Getty Images |
Os países da União
Europeia aprovaram, provisoriamente, acordo comercial com o Mercosul nesta
sexta-feira (9/1). Em contrapartida, a negociação entre a UE e quatro países
latino-americanos é alvo de protestos de agricultores franceses e provoca
rejeição unânime por parte da França.
Após
25 anos de tratativas, a maioria dos embaixadores dos 27
Estados-membros da UE aprovou, provisoriamente, grande parte do acordo, segundo
fontes da União Europeia e diplomatas ouvidos pela imprensa internacional. No
entanto, a confirmação formal dos votos, por escrito, será feita até as 17h, no
horário de Bruxelas (às 13h no horário de Brasília).
França,
Irlanda, Polônia, Áustria e Hungria se opuseram ao acordo, enquanto
a Bélgica se absteve.
Após a aprovação, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá assinar o acordo com
os parceiros do Mercosul — Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai — na próxima
semana.
Para
que o acordo entre em vigor, também será necessária a aprovação do Parlamento
Europeu.
Acordo
• O acordo é considerado estratégico por ampliar a integração
comercial entre duas grandes regiões econômicas e tem sido descrito como uma
prioridade para reforçar o comércio global, a competitividade econômica e a
estabilidade geoeconômica.
• Ele prevê a redução de tarifas e barreiras comerciais em uma das
maiores áreas de comércio do mundo, o que pode impulsionar exportações e
investimentos entre os dois blocos. Para países do Mercosul, isso representa
acesso ampliado ao mercado europeu. Já para a UE, uma diversificação das
relações comerciais.
• Apesar da expectativa de assinatura, o processo ainda enfrenta
etapas importantes de implementação e salvaguardas que precisam ser finalizadas
antes da oficialização.
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou, na
quinta-feira (8/1), que decidiu votar contra o acordo entre a União Europeia e os países
do Mercosul. O governo francês é um dos principais opositores ao
acordo.
Os
agricultores franceses também continuam sendo o principal foco de resistência.
Eles argumentam que o tratado abriria espaço para concorrência desleal com
produtos sul-americanos, produzidos sob regras ambientais e sanitárias
diferentes das exigidas na União Europeia.
Setores agrícolas
Entre
as medidas em pauta, está um acordo conjunto entre o Conselho e o Parlamento
Europeu para proteger setores agrícolas sensíveis, com regras que permitem suspender
preferências tarifárias caso haja impactos negativos às produções locais.
Um dos
principais desafios à conclusão do acordo vem de setores agrícolas europeus,
especialmente na França, onde produtores defendem medidas para evitar que
importações mais competitivas afetem seus mercados.
Por:
Metrópoles

