Sexta-feira, 02 de janeiro-(01) de 2026
Matéria do Portal Paraíba.com.br
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| Imagem meramente ilustrativa / Foto: Tânia Rêgo - Agência Brasil/Arquivo |
O mês de
janeiro de 2026 marca um avanço histórico para a saúde pública no Brasil com o
início da distribuição das primeiras doses da vacina contra a dengue
desenvolvida integralmente pelo Instituto Butantã.
O
imunizante, que é 100%
nacional, traz como principal diferencial estratégico a aplicação em dose única, o que aumenta a eficiência das
campanhas de vacinação ao dispensar a necessidade de reconvocação para uma
segunda etapa.
Nesta
fase inicial, o cronograma prevê a distribuição de 300 mil doses prioritariamente para
profissionais da saúde em todo o país. Ao todo, o Ministério da Saúde já
organizou a aquisição de quatro
milhões de doses junto ao fabricante para dar continuidade ao plano de
imunização.
Municípios-piloto e estratégia de imunização massiva
Além da
distribuição geral, o governo federal implementará uma modalidade de vacinação
massiva em duas cidades-piloto: Botucatu, no
interior de São Paulo, e Maranguape, no
interior do Ceará.
O
objetivo é que pesquisadores e o Ministério da Saúde estudem como a imunidade
gerada pela vacina em larga escala protege a população local, criando um modelo
que poderá ser replicado em todo o território nacional.
A nova
vacina do Butantã chega para ampliar a proteção já oferecida pelo SUS, que
desde 2025 disponibiliza a vacina importada “Qdenga” para adolescentes de 10 a
14 anos. Diferente da versão estrangeira, que requer duas doses, a solução
brasileira promete facilitar a logística e o alcance da proteção contra os
quatro tipos de vírus da dengue.
A importância da proteção coletiva
A
urgência do imunizante é reforçada pelos relatos sobre a gravidade da doença.
Especialistas destacam que infecções subsequentes podem ser ainda mais severas,
causando debilitação extrema e riscos de desidratação, especialmente em idosos.
A vacina
atua não apenas na proteção individual, mas também na redução da circulação do
vírus, protegendo indiretamente as pessoas que ainda não foram imunizadas.
Com o
avanço da produção nacional, a expectativa é que a vacina chegue gradualmente a
todos os brasileiros, fortalecendo a soberania científica do país no combate a
uma das arboviroses mais perigosas da região.
Por: Portal Paraíba.com.br

