Segunda-feira, 05 de janeiro-(01) de 2026
Matéria do Portal NewsPB
A vereadora de
Caldas Brandão, Rosângela Andrade, mais uma vez se envolve em polêmica ao
divulgar, nas redes sociais, uma denúncia contra a gestão municipal que,
segundo críticas de moradores e observadores políticos locais, carece de nexo,
embasamento técnico e conhecimento mínimo das atribuições legais dos órgãos
competentes.
Desta vez, o episódio chama
atenção pelo fato de o texto divulgado ter sido produzido com o auxílio de
inteligência artificial, ferramenta que, ao que tudo indica, foi utilizada sem
a devida revisão e compreensão do conteúdo.
O resultado foi a propagação
de informações equivocadas, que acabam por confundir a população e alimentar
narrativas que não correspondem à realidade administrativa do município.
Entre os principais erros
apontados está a tentativa de responsabilizar a Prefeitura por problemas
relacionados ao esgotamento sanitário e por áreas localizadas às margens da
BR-230.
No entanto, é de conhecimento
público que o serviço de esgotamento sanitário é de responsabilidade exclusiva
da CAGEPA, enquanto as áreas às margens da rodovia federal pertencem à jurisdição
do DNIT, não cabendo ao município qualquer ingerência direta sobre essas
questões.
O uso irresponsável da
inteligência artificial, sem o mínimo cuidado na checagem das informações,
levanta um debate sério sobre a postura de parte do Legislativo municipal.
Ferramentas tecnológicas
podem auxiliar no trabalho parlamentar, mas jamais substituir o conhecimento
básico das leis, das competências institucionais e, sobretudo, o compromisso
com a verdade.
Para muitos, o episódio
reforça um histórico de atuações marcadas por denúncias consideradas vazias,
sensacionalistas e, em alguns casos, classificadas como fake news, que pouco
contribuem para o debate político sério e para a fiscalização responsável do
Executivo.
A população de Caldas Brandão
espera de seus representantes equilíbrio, preparo e responsabilidade, não
apenas discursos prontos ou textos gerados artificialmente sem o devido crivo.
Fiscalizar é um dever do
vereador, mas fazê-lo com base em fatos, conhecimento técnico e respeito à
verdade é uma obrigação.
O espaço segue aberto para
que a vereadora Rosângela Andrade apresente esclarecimentos ou exerça o direito
ao contraditório, como prevê o bom jornalismo e a democracia.
Por: NewsPB

