Quinta-feira, 19 de fevereiro-(02) de 2026
Matéria do Polêmica Paraíba
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| Foto: reprodução/Freepik |
Um levantamento feito pelo TIC Kids Online
Brasil, em 2024, mostrou que cerca de 83% das crianças entre 9 e 10 anos
utilizavam plataformas como WhatsApp, Instagram, TikTok e YouTube. A presença
massiva do público infantojuvenil em ambientes virtuais tem sido amplamente
debatida, especialmente no que diz respeito aos limites e aos riscos da
exposição de imagem nas redes sociais.
Os crimes cibernéticos caracterizam-se
como atividades ilícitas praticadas por meio de computadores, redes ou outros
dispositivos digitais, com o objetivo de aplicar fraudes, roubar dados,
praticar assédio, entre outras formas de causar danos aos usuários.
Na internet, há uma falsa sensação de liberdade,
tanto pela facilidade de acesso quanto pela impressão de controle sobre as
informações compartilhadas. Além disso, a globalização — fenômeno social que
promoveu maior integração cultural, social e econômica entre países —, aliada à
internet, redefiniu as formas de sociabilidade.
Nesse contexto, muitas pessoas percebem que estar
fora das redes sociais, independentemente da idade, significa estar
desconectado do mundo. Um dos motivos que poderiam justificar essa tendência
que observamos ao analisar os dados.
Diante desse cenário, as plataformas digitais
possuem mecanismos que podem ser flexibilizados para alcançar também o público
mais jovem, ainda que as diretrizes de acesso continuem existindo.
O Instagram, por exemplo, redefiniu critérios
relacionados à restrição de idade —, na prática, apesar disso, ainda é
relativamente simples criar um perfil nas plataformas.
Essas brechas podem representar riscos, sobretudo
para crianças e adolescentes, que utilizam as redes sociais sem
supervisionamento de um adulto.
Aumento de
crimes cibernéticos e exploração infantil
De acordo
com a Central Nacional de Denúncias de Crimes Cibernéticos, da organização não
governamental SaferNet Brasil, no ano passado foram recebidas 87.689 denúncias
desse tipo de crime. O número representa um crescimento de 28,4% em relação a
2024, com 19.403 registros a mais.
O dado mais alarmante das denúncias registradas pela SaferNet em 2025
esteve relacionado a imagens de abuso e exploração sexual infantil, totalizando
63.214 notificações. Trata-se da segunda maior marca da série histórica da
entidade, superada apenas em 2023, quando foram contabilizadas 71.867
denúncias.
Rede de pedofília
No início desta semana, um
caso com repercussão nacional envolveu a prisão realizada de um piloto da
companhia aérea Latam, suspeito de integrar uma rede
de pedofilia na cidade de São Paulo. A 4ª Delegacia de Repressão à Pedofilia,
do Departamento Estadual de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP), realizou
a prisão.
Segundo
as autoridades, o homem participaria do esquema há mais de oito anos. Durante
as investigações, a polícia identificou que o suspeito, Sergio Antônio Lopes,
mantinha contato com crianças de 8 a 12 anos. Uma das formas de aproximação era
justamente por meio das redes sociais. De acordo com a polícia, ele se
relacionava com mulheres adultas para ter acesso às menores. Após receber fotos
e vídeos das vítimas, realizava pagamentos às responsáveis, com valores que
variavam entre R$ 30 e R$ 100.
No ano passado, o influenciador paraibano e seu
marido, Isarel Santos, conhecido como Euro, tornaram-se réus por tráfico de
pessoas para exploração sexual e condições análogas à escravidão. O caso ganhou
destaque após o influenciador Felca divulgar, nas redes sociais, imagens de
crianças e adolescentes que participavam de conteúdos produzidos por Ítalo
Santos de forma sexualizada.
À época, o episódio reacendeu o debate sobre a
“adultização” de crianças e adolescentes em ambientes virtuais e as
consequências desse fenômeno para esse público, especialmente diante da
crescente exposição nas redes sociais.
Por: Polêmica Paraíba

