Sábado, 07 de fevereiro-(02) de 2025
Principais vítimas foram homens com mais de 65 anos
Ao menos 29 brasileiros morreram em janeiro deste ano por
complicações em decorrência da Covid-19, segundo o informativo Vigilância das
Síndromes Gripais. A informação coloca o SarsCov-2 como o vírus mais mortal
entre os identificados para os brasileiros nesse mês. Os números podem
aumentar, pois parte das investigações sobre causas de óbito ainda está em
andamento ou pode não estar atualizada.
Das 163 mortes
causadas por Síndromes Respiratórias Agudas Graves (SRAG) nas primeiras quatro
semanas deste ano, 117 não tiveram o principal vírus causador identificado.
A mais letal, com
29 casos, foi a Covid-19, seguida pela Influenza A H3N2, com sete casos, pelo
Rinovírus, com sete casos, e pela Influenza A não subtipada, com seis casos.
Vírus
Os demais vírus –
H1N1, Influenza B e VSR – somaram cinco mortes. Ao todo, 4.587 casos, incluídos
os não letais, foram registrados no período, dos quais 3.373 não tiveram os
vírus causadores identificados. O estado com mais mortes confirmadas foi São
Paulo: 15 óbitos em 140 casos registrados.
As mortes
atingiram principalmente os idosos com mais de 65 anos: 108 no total. Entre os
casos com identificação de SarsCov-2, 19 tinham mais de 65 anos. Dados de
vacinação indicam que a cobertura está abaixo do considerado ideal.
Desde 2024, a
vacina contra a Covid-19 foi incluída no calendário básico de vacinação de três
grupos: crianças, idosos e gestantes.
Além disso,
pessoas que fazem parte de grupos especiais devem reforçar a imunização
periodicamente. No entanto, cumprir esse calendário tem sido um desafio no
Brasil.
Vacinas
A cobertura, no
entanto, está longe do ideal. Em 2025, de cada dez doses distribuídas pelo
Ministério da Saúde a estados e municípios, menos de quatro foram utilizadas.
Foram, ao todo, 21,9 milhões de vacinas, e apenas oito milhões aplicadas.
Dados da
plataforma Infogripe – da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) – que monitora a
ocorrência da chamada síndrome respiratória aguda grave (SRAG),
mostram que, em 2025, pelo menos 10.410 pessoas adoeceram com gravidade
após a infecção pelo coronavírus, com cerca de 1,7 mil mortes.
Por: Agência Brasil

