Quinta-feira, 29 de fevereiro-(02) de 2026
Colegiado também ouve nesta quinta
três depoentes, incluindo Paulo Camisotti, filho e sócio de empresário preso
sob acusação de fraude
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| (Foto: Greg Salibian/Folhapress) |
Parlamentares
da CPMI do INSS se reúnem na manhã desta quinta-feira (26) para votar
uma lista com 87 requerimentos. A pauta inclui pedidos de quebra de
sigilos bancário e fiscal — como o do filho do presidente Lula, Fabio Luis
Lula da Silva, conhecido como Lulinha — e novas convocações de
representantes de bancos.
Na
segunda parte da reunião, serão realizadas as oitivas do empresário Paulo
Camisotti, do deputado estadual do Maranhão Edson Cunha de Araújo e do advogado
Cecílio Galvão.
A
comissão, que investiga fraudes e irregularidades em benefícios de aposentados
e pensionistas, tem prazo até o fim de março, mas os parlamentares vão recorrer
ao STF (Supremo Tribunal Federal) para prorrogar os trabalhos após silêncio do
presidente do Congresso, Davi Alcolumbre (União-AP).
O
presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou que serão
votados requerimentos já apresentados, especialmente envolvendo bancos e
suspeitos que possam contribuir com uma investigação aprofundada.
“A
minha ideia é colocar todos os nomes ali. Aqui não tem esquerda, não tem
direita, não tem parentes de presidente. A minha função é dar sequência aos
trabalhos. Eu vou colocar os nomes de todos aqueles que o relator decidir, que
os líderes me pedirem”, disse.
Segundo
o senador, o encontro é importante por ser a última grande possibilidade de
deliberar sobre quebras de sigilo e convocações. “Se nós não conseguirmos
prorrogar a CPMI, nosso prazo terá ficado muito curto em relação aos documentos
que nós estamos solicitando”, declarou.
Depoimentos
Um
dos depoentes mais esperados é Paulo Camisotti, filho e sócio de Maurício
Camisotti — que está preso sob acusação de envolvimento em fraudes no INSS.
Paulo também é investigado por suposta participação em um esquema de descontos
irregulares em benefícios. O requerimento é de autoria do senador Eduardo Girão
(Novo-CE) e dos deputados Marcel Van Hattem (Novo-RS), Adriana Ventura
(Novo-SP) e Luiz Lima (Novo-RJ).
Já o
deputado maranhense Edson Cunha de Araújo é citado em apurações da Polícia
Federal por movimentar recursos de uma entidade ligada a trabalhadores da pesca
e da aquicultura de seu estado. Protocolaram os pedidos o senador Izalci Lucas
(PL-DF) e os deputados Rogério Correia (PT-MG), Alencar Santana (PT-SP) e Paulo
Pimenta (PT-RS).
O
terceiro depoente do dia, requerido pelo relator Alfredo Gaspar (União-AL),
será Cecílio Galvão, que teria recebido cerca de R$ 4 milhões de entidades
investigadas. Ele é sócio de uma prestadora de serviços para institutos de
previdência com atuação em cidades de Minas Gerais, do Paraná, do Rio de
Janeiro e de São Paulo.
Por: R7

