Terça-feira, 17 de março-(03) de 2026
Levantamento mostra que meninas representam 9 em cada 10
registros no estado.
![]() |
| Mesmo em queda, casamento de crianças e adolescentes na Paraíba supera média do país. Banco de imagens / Freepik |
A Paraíba registrou 1.065 crianças e adolescentes
entre 10 e 14 anos vivendo em algum tipo de união conjugal em 2022. O número
indica redução ao longo das últimas duas décadas, mas o percentual do estado
segue acima da média nacional para essa faixa etária.
O
total é cerca de 50% menor do que o registrado em 2000, quando 2.156 crianças e
adolescentes estavam nessa condição. O maior volume da série histórica ocorreu
em 2010, com 2.684 registros, segundo dados do Instituto Brasileiro de
Geografia e Estatistica (IBGE).
As
informações são resultado de apuração da Rádio CBN, com base em dados
solicitados ao instituto a partir do Censo Demográfico 2022 e das edições
anteriores, de 2010 e 2000. O levantamento considera uniões consensuais,
casamento civil, casamento religioso ou a combinação dessas formas de vínculo.
Meninas
concentram a maioria dos registros
O recorte por gênero mostra que as meninas
são maioria entre os registros mais recentes. Em 2022, 960 das 1.065 crianças e
adolescentes em união conjugal na Paraíba eram do sexo feminino, enquanto 104
eram do sexo masculino.
Isso significa que cerca de 90% dos
registros envolvem meninas. Na prática, a cada 10 crianças ou adolescentes
vivendo em união conjugal no estado, 9 são meninas, proporção superior à média
nacional, que registra aproximadamente 8 meninas a cada 10 casos.
Estado
supera proporção nacional
Em 2022, o Brasil registrou mais de 34 mil crianças
e adolescentes entre 10 e 14 anos vivendo em união conjugal. Diante de uma
população estimada em 13,5 milhões nessa faixa etária, o índice nacional ficou
em 0,25%, o que equivale a 1 em cada 397 pessoas.
Na Paraíba, a proporção é maior. Entre 283 mil
crianças e adolescentes, os 1.065 registros correspondem a cerca de 0,57%, o
equivalente a 1 em cada 177 pessoas vivendo em união conjugal no ano de 2022.
A maior parte dessas uniões ocorre fora da
capital. Em João Pessoa, foram registrados 66 casos no Censo de 2022. O número
representa uma queda superior a 70% em relação ao ano 2000, quando havia 229
registros.
Na comparação com 2010, a redução é ainda
mais acentuada. Naquele ano, 340 crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos
viviam em união conjugal na capital paraibana, o que indica uma queda de cerca
de 80% em pouco mais de uma década.
Por: Janinne Vivian com Jornal da Paraíba

