Segunda-feira, 16 de março-(03) de 2026
Uma Batalha Após a Outra levou seis estatuetas na noite do
Oscar.
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| Foto/Divulgação. |
O Agente Secreto está na estrada desde o Festival de Cannes,
em maio de 2025. Foram 10 longos meses até o Oscar, na noite deste domingo, 15
de março de 2026.
A partir de novembro, O Agente Secreto foi
visto por dois milhões e meio de pessoas nos cinemas brasileiros. Na Europa, já
teve cerca de um milhão de espectadores.
Em sua trajetória, o filme de
Kleber Mendonça Filho acumulou prêmios pelo mundo (incluindo Cannes, Globo de
Ouro) e foi quatro vezes indicado ao Oscar.
O Agente Secreto é o melhor filme de 2025. É minha opinião, mas é também a
opinião de gente que comentou e escreveu sobre o filme dentro e fora do Brasil.
Ganhar o Oscar é muito
importante, mas não ganhar não macula em nada a dimensão extraordinária desse
filme nem o grande projeto estético do seu realizador.
Quando fui ao cinema ver Valor Sentimental,
escrevi aqui na coluna que o representante da Noruega era um perigo para o
representante do Brasil. Confirmou-se.
O Agente Secreto é o melhor filme de 2025, mas Valor Sentimental, tão bergmaniano, é um
belíssimo filme, excepcional mesmo, e sua vitória deve ser festejada.
Hamnet, A Vida Antes de Hamlet, é outro belíssimo filme da temporada. Deu o Oscar de Melhor
Atriz a Jessie Buckley, e não havia ninguém que merecesse mais do que ela.
Pecadores, com 16, foi recordista de indicações, mas só levou quatro. Ou
melhor: perdeu em 12. Vi no cinema, e o encontro dos blues com vampiros não me
convenceu.
O prêmio de Melhor Ator ficou
para Michael B. Jordan, que faz gêmeos em Pecadores. Ele está muito bem, mas Wagner Moura
está muito melhor em O Agente Secreto.
Foi bonito ver Paul Thomas
Anderson, aos 55 anos, ganhar a estatueta de Melhor Diretor por Uma Batalha Após a
Outra. De certa forma, coroa a sua trajetória.
Havia um certo consenso de que Uma Batalha Após a
Outra - ou Pecadores - seria o grande vencedor do
Oscar. Prognósticos confirmados, conquistou seis estatuetas.
Claro que Uma Batalha Após a
Outra é um bom filme, mas não me empolgou. Seu êxito passa
também pelo quanto se faz oportuno e necessário na América sob Trump.
Como não gosto de futebol nem
de verdeamarelismos, desejei com serenidade a vitória de O Agente Secreto.
Não deu, vida que segue, sem sofrimentos.
O Agente Secreto não terminou no Oscar. Ainda está nos cinemas e chegou ao
streaming. Kleber Mendonça Filho já pensa no próximo filme. Viva o cinema
brasileiro.
Por: Sílvio Osias com Jornal
da Paraíba

