Quinta-feira, 16 de abril-(04) de 2026
O ministro das Cidades, Vladimir Lima, reforçou a
promessa de entregar, até dezembro de 2026, 3 milhões de unidades do Minha
Casa, Minha Vida.
O ministro das Cidades, Vladimir Lima, disse nesta
quarta-feira, 15, que o governo fará um aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social
para o Minha Casa, Minha Vida. Com isso, o orçamento do programa de habitação
vai a R$ 200 bilhões, anunciou o ministro.
Lima reforçou uma promessa que já vinha sendo falada pelo
ex-ministro Jader Filho de entregar, até dezembro de 2026, 3 milhões de
unidades do Minha Casa, Minha Vida.
Em uma cerimônia de anúncio de medidas para o setor com a
presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, o
ministro confirmou o aumento do teto para aquisição dos imóveis na Faixa 3 e na
modalidade Classe Média do programa habitacional. O Faixa 3 contemplará imóveis
de até R$ 400 mil e o Classe Média, até R$ 600 mil.
Os limites de renda para as diferentes faixas também foram
ajustados. Agora, a Faixa 1 será para quem tem renda de até R$ 3.200. A Faixa
2, para quem tem de R$ 3.201 a R$ 5.000. A Faixa 3, de R$ 5.001 a R$ 9.600. O
Classe Média, até R$ 13.000.
A ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, disse que o
déficit habitacional do Brasil vem diminuindo por causa dos investimentos do
governo na área, em parceria com o setor da construção civil.
O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira,
disse que os investimentos do governo federal no setor de habitação fizeram a
participação do crédito imobiliário no Produto Interno Bruto (PIB) crescer de
7,5% em 2009 para 10% hoje, com viés de alta.
Também na cerimônia, Vieira defendeu a importância das
políticas de habitação. O presidente da Caixa classificou esses programas como
uma “verdadeira PPP”, parceria-público-privada.
“O presidente da República cria um programa que adiciona a
outros programas habitacionais, mas quem executa esse programa, de fato, é o
setor da construção civil. E, comparativamente com outros segmentos, é um
segmento que tem o menor índice de inadimplência no Brasil”, disse Vieira.
O presidente criticou o que chamou de uma “mania” de
governos não continuarem obras planejadas por administrações anteriores. O
petista defendeu que o déficit de residências no Brasil teria caído se
políticas tivessem sido mantidas.
Ele lembrou que, durante a sua gestão nos anos 2000, o
governo federal já atuava para diminuir o déficit habitacional e conseguiu
contratar mais de 1 milhão de financiamentos em 2010. “De lá para cá, se a
gente não tivesse parado, a gente possivelmente teria um déficit ainda menor do
que a gente tem hoje. O problema no Brasil é exatamente esse”, disse Lula.
O presidente defendeu a importância do setor da construção
civil na geração de empregos, além de ter reiterado a importância de um
programa contínuo para resolver problemas de infraestrutura. Lula disse, ainda,
que é importante que o Minha Casa, Minha Vida contemple também famílias de
classe média, citando profissões como metalúrgico e bancário.
O ministro das Cidades também anunciou mudanças no Reforma
Casa Brasil, programa lançado no ano passado para impulsionar os empréstimos
para reformas. O público foi ampliado: agora, poderão ter direito às linhas de
crédito quem ganhar até R$ 13.000 (seguindo a lógica do Minha Casa, Minha
Vida), e não o limite de R$ 9.600.
Os juros do Reforma Casa Brasil também serão reduzidos. Para
quem ganha até R$ 3.200, público da Faixa 1 no MCMV, os juros passarão de 1,17%
ao mês para 0,99%. Para quem ganha mais de R$ 3.200, os juros passarão de 1,95%
para 0,99% ao mês. A amortização passou a ter um prazo de 72 meses (antes eram
60). O ticket máximo também foi elevado, de R$ 30 mil para R$ 50 mil, seguindo
o aumento da renda máxima. O FGHab (Fundo Garantidor de Habitação Popular) será
o garantidor de todos os financiamentos.
O governo conta com esses estímulos como uma forma de
impulsionar a economia. Segundo apresentação feita pelo ministro das Cidades, o
setor de construção civil conta com 3 milhões de trabalhadores com carteira
assinada. O rendimento desses trabalhadores cresceu 6% acima da inflação em
2026, segundo o governo, e mais da metade dos lançamentos atualmente são do
MCMV.
O Palácio do Planalto tem buscado ampliar a rotina de
anúncios de medidas, algumas requentadas, para tentar divulgar mais as ações do
governo. É uma forma de tentar dar alcance a pautas positivas para a gestão
Lula. Pesquisa Genial/Quaest nesta quarta-feira, 15, mostrou que apenas 23% dos
entrevistados consideraram as notícias sobre o governo positivas,
enquanto 48% disseram ver mais notícias negativas.
Por: Diário Comercial

