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Governo anuncia aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social para o Minha Casa, Minha Vida

Quinta-feira, 16 de abril-(04) de 2026
O ministro das Cidades, Vladimir Lima, reforçou a promessa de entregar, até dezembro de 2026, 3 milhões de unidades do Minha Casa, Minha Vida.
Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião de anúncio de medidas econômicas de sustentação do crescimento no setor habitacional, no Palácio do Planalto. Foto: Ricardo Stuckert/PR
O ministro das Cidades, Vladimir Lima, disse nesta quarta-feira, 15, que o governo fará um aporte de R$ 20 bilhões do Fundo Social para o Minha Casa, Minha Vida. Com isso, o orçamento do programa de habitação vai a R$ 200 bilhões, anunciou o ministro.

Lima reforçou uma promessa que já vinha sendo falada pelo ex-ministro Jader Filho de entregar, até dezembro de 2026, 3 milhões de unidades do Minha Casa, Minha Vida.

Em uma cerimônia de anúncio de medidas para o setor com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no Palácio do Planalto, o ministro confirmou o aumento do teto para aquisição dos imóveis na Faixa 3 e na modalidade Classe Média do programa habitacional. O Faixa 3 contemplará imóveis de até R$ 400 mil e o Classe Média, até R$ 600 mil.

Os limites de renda para as diferentes faixas também foram ajustados. Agora, a Faixa 1 será para quem tem renda de até R$ 3.200. A Faixa 2, para quem tem de R$ 3.201 a R$ 5.000. A Faixa 3, de R$ 5.001 a R$ 9.600. O Classe Média, até R$ 13.000.

A ministra-chefe da Casa Civil, Miriam Belchior, disse que o déficit habitacional do Brasil vem diminuindo por causa dos investimentos do governo na área, em parceria com o setor da construção civil.

O presidente da Caixa Econômica Federal, Carlos Vieira, disse que os investimentos do governo federal no setor de habitação fizeram a participação do crédito imobiliário no Produto Interno Bruto (PIB) crescer de 7,5% em 2009 para 10% hoje, com viés de alta.

Também na cerimônia, Vieira defendeu a importância das políticas de habitação. O presidente da Caixa classificou esses programas como uma “verdadeira PPP”, parceria-público-privada.

“O presidente da República cria um programa que adiciona a outros programas habitacionais, mas quem executa esse programa, de fato, é o setor da construção civil. E, comparativamente com outros segmentos, é um segmento que tem o menor índice de inadimplência no Brasil”, disse Vieira.

O presidente criticou o que chamou de uma “mania” de governos não continuarem obras planejadas por administrações anteriores. O petista defendeu que o déficit de residências no Brasil teria caído se políticas tivessem sido mantidas.

Ele lembrou que, durante a sua gestão nos anos 2000, o governo federal já atuava para diminuir o déficit habitacional e conseguiu contratar mais de 1 milhão de financiamentos em 2010. “De lá para cá, se a gente não tivesse parado, a gente possivelmente teria um déficit ainda menor do que a gente tem hoje. O problema no Brasil é exatamente esse”, disse Lula.

O presidente defendeu a importância do setor da construção civil na geração de empregos, além de ter reiterado a importância de um programa contínuo para resolver problemas de infraestrutura. Lula disse, ainda, que é importante que o Minha Casa, Minha Vida contemple também famílias de classe média, citando profissões como metalúrgico e bancário.

O ministro das Cidades também anunciou mudanças no Reforma Casa Brasil, programa lançado no ano passado para impulsionar os empréstimos para reformas. O público foi ampliado: agora, poderão ter direito às linhas de crédito quem ganhar até R$ 13.000 (seguindo a lógica do Minha Casa, Minha Vida), e não o limite de R$ 9.600.

Os juros do Reforma Casa Brasil também serão reduzidos. Para quem ganha até R$ 3.200, público da Faixa 1 no MCMV, os juros passarão de 1,17% ao mês para 0,99%. Para quem ganha mais de R$ 3.200, os juros passarão de 1,95% para 0,99% ao mês. A amortização passou a ter um prazo de 72 meses (antes eram 60). O ticket máximo também foi elevado, de R$ 30 mil para R$ 50 mil, seguindo o aumento da renda máxima. O FGHab (Fundo Garantidor de Habitação Popular) será o garantidor de todos os financiamentos.

O governo conta com esses estímulos como uma forma de impulsionar a economia. Segundo apresentação feita pelo ministro das Cidades, o setor de construção civil conta com 3 milhões de trabalhadores com carteira assinada. O rendimento desses trabalhadores cresceu 6% acima da inflação em 2026, segundo o governo, e mais da metade dos lançamentos atualmente são do MCMV.

O Palácio do Planalto tem buscado ampliar a rotina de anúncios de medidas, algumas requentadas, para tentar divulgar mais as ações do governo. É uma forma de tentar dar alcance a pautas positivas para a gestão Lula. Pesquisa Genial/Quaest nesta quarta-feira, 15, mostrou que apenas 23% dos entrevistados consideraram as notícias sobre o governo positivas, enquanto 48% disseram ver mais notícias negativas.



Por: Diário Comercial

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Formado em radialismo,Cursou A FUNETECE,Ensino médio Completo,E-mail: radialistasergiothiago@gmail.com.
 
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