Quinta-feira, 21 de Maio-(05) de 2026
Matéria de Roberto Targino com MaisPB
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| Hospital Edson Ramalho (foto: Roberto Targino) |
O recém-nascido que morreu depois de ser
abandonado entre muros de casas em Caaporã, havia nascido prematuro. Foi o que
afirmou, nesta quarta-feira (20), o diretor geral do Hospital Edson Ramalho,
Aluizio Lopes, para onde o bebê foi socorrido depois de ser regatado na tarde
de ontem.
Segundo Aluízio Lopes, só a prematuridade já é fator de
risco de morte se não atendida com urgência.
“Ele tinha 1,550 kg e 35 cm e uma média estimada de 30
semanas. Esse é um paciente prematuro. Por si só, a prematuridade sem
assistência já é um risco eminente de morte porque, nessa idade gestacional o
pulmão ainda não maturou e não consegue fazer sozinho ainda as suas funções”,
disse em entrevista a Rádio Arapuan Fm, de João Pessoa.
Aliado a isso, o médico explicou outras condições que
colaboraram para que o paciente chegasse em estado gravíssimo ao hospital.
Primeiro ele demorou para ser encontrado em lugar difícil e
socorrido. O parto ocorreu por volta das 5h da manhã e só foi encontrado por
volta do meio dia.
Outra condição, segundo o médico, foi o fato dele
permanecer com o cordão umbilical e a placenta colaborando para a perda de
sangue provocando anemia severa.
“A placenta puxa o sangue que está no bebê. Ele chegou com
anemia muito grave porque ele passou muito tempo com a placenta. Além da anemia
tinha hiportermia e já estava com reflexos não responsáveis”, explicou.
Liberação do corpo
Como foi um provável infanticídio e o caso de um paciente
com politraumatismo, o médico disse que o corpo de bebê deverá se enviado para
o Instituto de Medicina Legal (IML). Antes será preciso registrar um Boletim de
Ocorrência da Delegacia de Policia Civil de Caaporã para investigar o caso.
Por: Roberto Targino – MaisPB

