Terça-feira, 05 de Maio-(05) de 2026
Dados são do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
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| (Foto: Pixabay) |
De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
de 2025, 37,5% das mulheres brasileiras de 16 anos ou mais sofreram algum
tipo de violência, 31% já sofreram ofensas verbais e 49% foram vítimas de
assédio no último ano – a maior taxa, se comparada aos anos anteriores da
pesquisa.
“A partir dos números que crescem na sociedade brasileira,
vemos a necessidade de debater a questão do assédio, especialmente nas
instituições públicas”, disse a procuradora federal Daniela Carvalho. “O
assédio, seja ele moral, sexual, eleitoral ou vertical, causa danos
psicológicos, sociais, físicos e profissionais relevantes na vida das vítimas.
Ele não interfere somente no indivíduo, afeta o bem-estar coletivo também”,
acrescentou.
Para o presidente do Comitê de Promoção da Igualdade de
Gênero e de Prevenção e Enfrentamento dos Assédios Moral e Sexual e da
Discriminação do 1º Grau, desembargador Wagner Cinelli, o problema é um desafio
a ser superado. “Existe uma preocupação muito grande do nosso tribunal para
tratar o assunto. É um desafio permanente porque, na prática, o assediador, por
vezes, não se vê nesse papel”.
De acordo com a promotora de Justiça Isabela Jourdan, o
assédio começa antes do fato em si.
“Ele é pautado na desqualificação, na objetificação e na
invisibilização. O combate não é uma opção, é uma obrigação. Existem leis que
corroboram com a prática. Algumas iniciativas que auxiliam são voltadas para a
educação e formação e para a promoção de um canal de escuta e acolhimento às
vítimas”.
O combate ao assédio e à discriminação é fundamentado por
lei, que instituiu o Programa de Prevenção e Enfrentamento ao Assédio Sexual e
demais crimes contra a dignidade sexual e à violência sexual no âmbito da
administração pública, direta e indireta, federal, estadual, distrital e
municipal.
Por: Agência Brasil

