Quinta-feira, 21 de Maio-(05) de 2026
Mandados fazem parte de investigação nacional sobre
extorsão com imagens íntimas.
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| Foto: divulgação. Foto: Divulgação |
Uma mulher de 34 anos foi presa na manhã desta quinta-feira
(21), em João Pessoa, suspeita de integrar uma quadrilha especializada no crime
de extorsão sexual. A identidade dela não foi divulgada pelas autoridades. A
prisão ocorreu durante o cumprimento de mandados de prisão e de busca e
apreensão na casa da suspeita, localizada no bairro de Mandacaru, em uma ação
deflagrada pela Polícia Civil do Paraná em conjunto com a Polícia Civil da
Paraíba.
A prisão na Paraíba faz parte da "Operação Love
Hurts", que cumpre mandados de forma simultânea contra alvos em Santa
Maria de Jetibá (ES), Jandaia (GO), São Luís (MA) e Ielmo Marinho (RN).
De acordo com a polícia, o esquema funcionava a partir da
criação de vínculos de confiança com as vítimas, inclusive com envolvimento
afetivo. Após esse contato, os criminosos passavam a ter acesso a imagens
íntimas e, em seguida, iniciavam ameaças de divulgação do material para exigir
transferências em dinheiro.
O delegado adjunto da Delegacia de Crimes Cibernéticos,
Rafael Araújo, explicou que a suspeita tinha papel específico dentro do núcleo
financeiro da organização.
“Essa organização criminosa tinha diversas divisões de
funções. Essa pessoa que foi presa participava do núcleo financeiro. Ela fazia
o recebimento desse dinheiro e a lavagem, transferindo para outras contas,
inclusive em criptomoedas. A vítima específica que prendemos hoje pagou uma
quantia superior a R$70 mil. O material que foi apreendido com ela vai servir
para comprovar a participação dela e também para a gente entender por completo
o funcionamento dessa organização criminosa”, disse o delegado.
Segundo a Polícia Civil, a mulher permanece presa enquanto
as investigações seguem em andamento.
Prejuízo milionário
A operação desta quinta-feira (21) é resultado de oito meses
de investigação. A polícia estima que o esquema criminoso, que conta com a
participação de brasileiros e estrangeiros, funcionava há cerca de três anos,
com vítimas espalhadas por todo o país.
Apenas nos últimos dois meses, o grupo movimentou quase R$ 4
milhões. A apuração que levou à operação começou no início de 2024, após
denúncia de uma vítima da cidade de Palmas, no Sul do Paraná, que motivou o
início do rastreio em âmbito nacional.
A ação conta com o apoio do Laboratório de Operações
Cibernéticas do Ministério da Justiça e Segurança Pública (Ciberlab) e
inteligência das polícias civis dos estados envolvidos.
Por: Janinne Vivian com Jornal da Paraíba

