Terça-feira, 30 de junho-(06) de 2026
Apreensão de arma de Bolsonaro abre investigação sobre
possível ‘falta grave’, que pode prejudicar prorrogação da prisão domiciliar
![]() Alexandre de Moraes, ministro do STF. (Foto: Fábio Rodrigues-Pozzebom) |
A defesa de Jair Bolsonaro tem uma reunião
decisiva nesta terça-feira (30) com o ministro do STF (Supremo Tribunal
Federal) Alexandre de Moraes. O encontro, que acontecerá às 13h30, no
gabinete do ministro, antecede a decisão do magistrado sobre o futuro da
prisão domiciliar humanitária concedida ao ex-presidente.
Enquanto os advogados tentam prorrogar a permanência de
Bolsonaro em casa usando justificativas médicas, o cenário jurídico se enrolou
com uma nova polêmica: a abertura de uma apuração para saber se ele cometeu uma
“falta grave” após ter uma arma apreendida.
Após o encerramento do prazo de 90 dias de prisão
domiciliar, o caso ganhou um respiro temporário com o posicionamento da PGR
(Procuradoria-Geral da República). O procurador-geral Paulo
Gonet sugeriu que o STF espere a conclusão das investigações sobre o
armamento antes de decidir se houve ou não descumprimento das regras do regime.
Para Gonet, o episódio da arma, isoladamente e neste momento
inicial, não comprova uma falta disciplinar grave. O procurador argumentou que,
para punir o ex-presidente, a Justiça precisa avaliar o impacto real do ato no
cumprimento da pena, e não apenas a foto do momento.
Agora, o veredito está nas mãos de Moraes, que deve se
embasar nos relatórios médicos da defesa e no desfecho do novo inquérito.
Por: R7

