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Explosão em usina de gás no Qatar deixa 54 feridos e 18 desaparecidos

Segunda-feira, 22 de junho-(06) de 2026
Acidente ocorreu na usina de Barzan durante o reinício das operações no complexo
Uma explosão no complexo de gás de Ras Laffan, no Qatar, deixou 54 feridos e 18 desaparecidos nesse domingo (21).
O acidente ocorreu na usina de Barzan durante o reinício das operações no complexo. Os trabalhadores reativavam a unidade após ela passar por reparos devido a um ataque sofrido em março.

As autoridades do Qatar classificaram a explosão como um acidente técnico. O Ministério do Interior do país confirmou que equipes de resgate buscam pelos 18 desaparecidos e que o fogo já foi controlado.

O impacto da explosão foi sentido a mais de 70 quilômetros de distância. Moradores de Doha, capital do país, relataram pânico após janelas tremerem com o estrondo vindo da área industrial.

A estatal QatarEnergy ainda avalia os danos na estrutura da usina. A empresa não informou se o fornecimento de GNL (Gás Natural Liquefeito) para as indústrias locais e para a geração de energia foi afetado.

O complexo de Ras Laffan é a principal unidade de exportação de gás do Qatar. A instalação tem capacidade de produzir 77 milhões de toneladas de GNL por ano e também fabrica derivados como etano e enxofre.

O país sofre ataques frequentes de mísseis e drones do Irã. Em março, um bombardeio reduziu a exportação em 17%, e a recuperação total deve demorar de três a cinco anos.

O bloqueio de rotas marítimas prejudica o escoamento da produção de gás. O fechamento do Estreito de Hormuz, única via de saída na região, chegou a reter cerca de 20% do fornecimento global de GNL.

Evacuações e declarações da estatal
A crise militar anterior forçou a QatarEnergy a retirar milhares de funcionários de suas bases. Cerca de 10 mil trabalhadores foram evacuados de plataformas marítimas e fábricas em terra durante os ataques de março.

O presidente da empresa alertou sobre o longo prazo para a reconstrução. Saad al-Kaabi, CEO da estatal, disse à Reuters que a recuperação das unidades atingidas em março vai levar de três a cinco anos.



Por: Folhapress

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Formado em radialismo,Cursou A FUNETECE,Ensino médio Completo,E-mail: radialistasergiothiago@gmail.com.
 
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