Sábado, 11 de julho-(07) de 2026
Matéria do Polêmica Paraíba.
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| Foto: Beto Barata/ PL |
O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante
(RJ), e os deputados Luiz Carlos Motta (SP) e Capitão Alden (BA) aparecem como
autores formais de R$ 119 milhões em emendas parlamentares de comissão que,
segundo investigação da Polícia Federal (PF), teriam sido efetivamente
controladas pelo presidente nacional do partido, Valdemar
da Costa Neto.
De acordo com informações divulgadas pelo jornal O
Estado de S. Paulo, a PF suspeita que os nomes dos parlamentares tenham
sido utilizados para dar aparência de legalidade à destinação dos recursos,
embora as decisões sobre as emendas tenham sido tomadas por Valdemar.
Bloqueio de bens e investigação do STF
A apuração levou o ministro do Supremo Tribunal Federal
(STF), Flávio Dino, a determinar o bloqueio de até R$ 119 milhões em bens do
dirigente do PL.
Segundo a investigação, Valdemar teria direcionado 21
emendas de comissão liberadas pelo governo federal entre 2024 e 2025, mesmo sem
exercer mandato parlamentar. Os investigadores também apontam que servidores da
Câmara dos Deputados teriam sido utilizados para operacionalizar a distribuição
dos recursos das chamadas emendas de comissão, modelo criado após o fim do
orçamento secreto;
Levantamento realizado pelo Estadão com
base em dados do governo federal, da Câmara dos Deputados e da própria Polícia
Federal indica que Sóstenes Cavalcante, Luiz Carlos Motta e Capitão Alden
constam oficialmente como solicitantes das emendas. Para a PF, essa estratégia
teria servido para ocultar o controle exercido por Valdemar sobre a destinação
dos recursos.
Parlamentares negam irregularidades
Os parlamentares negam qualquer irregularidade. Luiz Carlos
Motta afirmou que seu nome aparece nas emendas porque atuou como relator do
Orçamento de 2024. Capitão Alden declarou que todas as indicações seguiram os
trâmites institucionais. Já Sóstenes Cavalcante não se manifestou sobre o caso.
Em nota, a defesa de Valdemar da Costa Neto criticou a
decisão do STF e afirmou que há uma “indevida criminalização da atividade
político-partidária”.
Por: Polêmica Paraíba

