Terça-feira, 28 de julho-(07) de 2026
Matéria da Agência Brasil.
![]() |
| Foto: Pixabay |
O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS),
Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou nesta segunda-feira (27) que é baixo o
risco de disseminação do vírus ebola da República Democrática do Congo (RDC)
para o resto do mundo. Um surto da doença assola o país africano há alguns
meses.
Mais de 3 mil casos da doença foram confirmados desde maio
deste ano, quando o atual surto de ebola foi declarado. Cerca de 1,4 mil
pessoas morreram. A maioria das vítimas foi observada na RDC, mas a doença
também se espalhou para a vizinha Uganda.
“O risco para o resto do mundo ainda é baixo. Como o ebola é
transmitido por contato intenso e não pelo ar, como a covid, não esperamos que
se transforme em uma pandemia, pela própria natureza [do vírus]”, disse
Ghebreyesus, em visita ao Rio de Janeiro.
Ele lembra que, desde que o ebola foi descoberto, há 50
anos, houve apenas 30 casos fora das regiões de surto da doença, na África. O
diretor da OMS ressalta, no entanto, que o risco para os países da região é
alto, destacando o fato de a doença ter chegado a Uganda.
“Estamos tentando conter [o surto] na RDC, mas a situação
ainda é preocupante. O governo [congolês] está tentando o seu melhor. Os
parceiros estão ajudando, mas precisamos fazer ainda mais”, afirmou. “Uganda
está lidando com isso [a doença] e está com ela sob controle”.
Segundo ele, a resposta à doença está sendo dificultada pelo
fato de a região focal do surto, no leste congolês, estar sofrendo com
conflitos armados.
“Então, a resposta ao ebola é muito difícil. Além disso, por
causa do conflito armado, há o deslocamento e milhões de pessoas estão em
acampamentos”.
Doutor Honoris Causa
Tedros Adhanom Ghebreyesus foi homenageado nesta segunda-feira, na Fundação
Oswaldo Cruz (Fiocruz), com um título de doutor honoris causa da instituição.
“A Fiocruz é um líder em equidade sanitária e um líder na
cooperação Sul-Sul. E também um farol de esperança não apenas para a América
Latina, em termos de pesquisa e excelência científicas, como para o resto do
mundo”, disse.
Tedros foi eleito diretor-geral da OMS em maio de 2017 e se
tornou o primeiro africano a comandar a principal autoridade sanitária do
planeta. Durante sua gestão, a OMS coordenou esforços internacionais de
enfrentamento à pandemia de covid-19.
Nascido na Eritreia, ele é bacharel em biologia pela
Universidade de Asmara, em seu país natal, mestre em imunologia e doenças
infecciosas pela Universidade de Londres e PHD em saúde comunitária pela
Universidade de Nottingham, também no Reino Unido.
De volta ao continente africano, ele foi ministro da saúde
da Etiópia, entre 2005 e 2012, quando colaborou com a fundação de um sistema de
saúde com cobertura universal. Entre 2012 e 2016, ocupou o Ministério de
Relações Exteriores etíope.
Por: Agência Brasil

