Terça-feira, 07 de julho-(07) de 2026
Número de mortos pelos terremotos na Venezuela sobe para
3.535, enquanto buscas continuam e crise humanitária se agrava.
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A Venezuela registrou 3.342 mortes após os terremotos da
semana passada / Foto: Reprodução Reuters |
O número de mortos pelos terremotos que atingiram a
Venezuela em 24 de junho subiu para 3.535, segundo comunicado divulgado nesta
segunda-feira (6) pelo regime venezuelano. O balanço oficial manteve o total de
16.740 feridos, enquanto as operações de busca e resgate continuam nas áreas
mais afetadas.
O boletim anterior, divulgado no domingo, registrava 3.342
mortes. As autoridades seguem sem informar o número de desaparecidos. No
entanto, o chefe de ajuda humanitária das Nações Unidas estimou que esse total
pode chegar a 50 mil pessoas, embora outras projeções apontem para cerca de 10
mil desaparecidos.
Os terremotos, de magnitudes 7,2 e 7,5, tiveram como
principal área de impacto o estado de La Guaira, no norte da Venezuela. A
região litorânea, localizada a aproximadamente 40 quilômetros de Caracas,
concentra os maiores danos, com prédios destruídos e milhares de moradores
vivendo em abrigos improvisados instalados em parques e outros espaços
públicos.
Na capital venezuelana, os tremores também provocaram danos
estruturais. A região de Chacao foi a mais atingida, especialmente os bairros
de Los Palos Grandes e Altamira.
De acordo com a agência de notícias AFP, mais de 150 corpos
sem identificação foram enterrados no país no domingo (5), refletindo a
dimensão da tragédia enfrentada pelas equipes responsáveis pela identificação
das vítimas.
A resposta do regime às consequências dos terremotos tem
sido alvo de críticas de parte da população, que considera lentas as ações de
emergência. A líder interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, rejeitou as
críticas e afirmou que as operações de busca e resgate seguem em andamento. Sem
apresentar provas, ela acusou "laboratórios midiáticos" de tentar
prejudicar o trabalho das equipes de emergência.
Durante as comemorações do Dia da Independência da
Venezuela, realizadas nas instalações do Forte Tiuna, em Caracas, Delcy
Rodríguez também descartou a possibilidade de uma "convulsão social"
após o desastre. Segundo ela, o país vive um momento de solidariedade entre a
população. A líder interina assumiu o poder após a captura do ditador Nicolás
Maduro no início do ano em uma operação dos Estados Unidos.
Na última segunda-feira (29), o coordenador humanitário da
ONU na Venezuela informou que o organismo iniciou a compra de 10 mil sacos para
armazenamento de corpos, indicando a expectativa de aumento no número de
vítimas fatais.
Diante da gravidade da situação, o Programa Mundial de
Alimentos solicitou US$ 50 milhões à comunidade internacional para atender
aproximadamente 500 mil pessoas durante os próximos três meses.
Os terremotos agravaram uma crise humanitária que já afetava
a Venezuela. Antes do desastre, a ONU estimava que quase 8 milhões de
venezuelanos precisavam de algum tipo de assistência humanitária. Segundo a
organização, 27 países enviaram equipes especializadas e cães farejadores para
auxiliar nas buscas por sobreviventes sob os escombros.
Por: Luis Gomes com Portal NE1


