Quarta-feira, 19 de agosto-(08) de 2026
Matéria do PBAgora.
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| Foto: UFRN |
Um tremor de terra de magnitude preliminar 1,4 mR foi
registrado em Belém do Brejo do Cruz, no Sertão da Paraíba, nesta terça-feira,
18 de agosto. O evento foi identificado pelo Laboratório Sismológico da
Universidade Federal do Rio Grande do Norte (LabSis/UFRN) por meio da rede de
estações que acompanha a atividade sísmica na região.
De acordo com o laboratório, o abalo ocorreu por volta
das 0h55 e teve magnitude preliminar de 1,4 mR. Por se tratar de um tremor de
baixa magnitude, não houve relatos de que o evento tenha sido sentido pela
população.
O registro foi feito por meio de uma rede de estações
sismográficas que monitoram a atividade na região.
Por causa da baixa intensidade, não houve relatos de
moradores que tenham sentido o abalo. O registro ocorreu apenas nos
equipamentos de monitoramento, situação comum em eventos pequenos, que podem
acontecer sem produzir qualquer percepção para quem está na superfície.
Em nota, o LabSis/UFRN informou que continua acompanhando
continuamente os registros de atividades sísmicas na área.
Embora os grandes terremotos sejam mais associados a
países localizados próximos aos limites entre placas tectônicas, o Brasil
também registra tremores de terra.
No país, os abalos costumam ter baixa magnitude e estão
relacionados a tensões geológicas na crosta terrestre. Tremores de menor
intensidade, em geral, são detectados apenas por equipamentos sismológicos e
podem passar despercebidos pela população.
O Nordeste é uma das regiões brasileiras com maior
ocorrência de tremores de terra. Isso acontece porque a região possui áreas
geologicamente mais suscetíveis à liberação de tensões acumuladas no interior
da crosta terrestre.
Essas tensões podem provocar movimentações em falhas
geológicas, resultando em abalos sísmicos. Estados como Ceará, Rio Grande do
Norte e Paraíba estão entre os que registram ocorrências desse tipo, que, na
maioria dos casos, têm baixa magnitude.
Os recentes terremotos que aconteceram na Colômbia, no
Japão e na Venezuela dão uma impressão de que o número de abalos sísmicos está
aumentando nos últimos anos.
Mas não há evidências de que isso esteja acontecendo de
fato, de acordo com os registros dos principais serviços geológicos do mundo.
Segundo os sismólogos, um profissional da área da
geofísica, que tem avançado, na verdade, é a capacidade dos
cientistas de detectar esses tremores, mesmo os mais leves: os equipamentos
estão ficando cada vez melhores, e foram espalhados por várias regiões do
planeta.
O Serviço Geológico dos Estados Unidos calcula uma média
de 16 terremotos de magnitude mais alta a cada doze meses.
Em média, são 15 tremores que superam uma magnitude 7 e
um que ultrapassa a barreira da magnitude 8.
Por: PBAgora

