Terça-feira, 04 de agosto-(08) de 2026
Primeiro conteúdo de série do TSE explica a origem dos
componentes eletrônicos e esclarece como eles são utilizados nas urnas
eletrônicas
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) iniciou a
publicação da série “Fato ou Boato – Viralizou: saiba o que é verdadeiro
sobre a urna eletrônica”, que reúne 11 conteúdos voltados ao esclarecimento
de informações falsas relacionadas às eleições e ao sistema eletrônico de
votação. As publicações serão divulgadas no Portal do TSE até o dia 6 de
setembro, sempre às segundas e quintas-feiras.
A iniciativa integra a programação da primeira edição
da Semana Nacional do Sistema Eletrônico de Votação, realizada até 9 de
agosto. Segundo o tribunal, a ação busca ampliar o conhecimento da população
sobre o funcionamento das urnas eletrônicas, além de apresentar informações
sobre os mecanismos de segurança, transparência e auditabilidade utilizados no
processo eleitoral.
Primeiro conteúdo aborda boato sobre chips das urnas
A primeira publicação da série trata de uma informação
falsa que circulou nas redes sociais, segundo a qual os ex-presidentes do
TSE, ministros Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes, teriam determinado
a fabricação de mais de 250 mil chips em Taiwan para fraudar eleições.
De acordo com o tribunal, a alegação é falsa e
surgiu a partir da interpretação equivocada de uma reportagem sobre a
crise global de semicondutores durante a pandemia de covid-19, período em
que houve impacto na produção de equipamentos eletrônicos em diversos países,
incluindo as urnas eletrônicas brasileiras.
Naquele período, a empresa Positivo Tecnologia, que
venceu a licitação, fabricava as urnas do modelo UE2020. Diante da escassez de
componentes, o TSE adotou medidas para garantir a continuidade da
produção.
A urna eletrônica nacional é um projeto específico,
desenvolvido com arquitetura de segurança única. Ela utiliza componentes e
semicondutores de mercado, fornecidos “limpos” de fábrica.
Nos modelos UE2020 e UE2022, são utilizados quatro
chips fabricados por empresas de Taiwan:
• Chip
da Realtek: fabrica o chip utilizado na urna com a função de gerar o
áudio que sai da placa-mãe para o fone de ouvido que é utilizado por
pessoas com deficiência visual na hora da votação;
• Chips
da Nuvoton: fabricam três chips que contribuem para o controle de
partes da urna, como o terminal do mesário, a fonte de alimentação e o
teclado do equipamento.
Ainda conforme o TSE, os componentes chegam ao
Brasil sem informações gravadas. Os dados de criptografia e os demais
conteúdos utilizados no sistema são inseridos exclusivamente em território
nacional, na presença de servidores da Justiça Eleitoral, conforme previsto no
contrato de fabricação.
O tribunal também informou que a lista dos componentes e
o esquema elétrico das urnas ficam disponíveis para análise durante o
Teste Público de Segurança (TPS), procedimento realizado periodicamente para
verificar a segurança do sistema eletrônico de votação.
Fato ou Boato
Desde 2020, o TSE mantém a página “Fato ou
Boato”, destinada à verificação e ao esclarecimento de informações
falsas relacionadas ao processo eleitoral. A iniciativa faz parte do Programa
de Enfrentamento à Desinformação, que reúne mais de 70 instituições com o
objetivo de combater conteúdos enganosos sobre a democracia e as eleições.
Por: Yasmim Pessoa com Portal T5

