Quarta-feira, 09 de setembro-(09) de 2026
MenQuadfi protege contra quatro sorogrupos da bactéria
causadora da doença; decisão foi publicada nessa terça-feira (8)
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Vacina protege contra sorogrupos A, C, W e Y da bactéria
Neisseria meningitidis. Foto: Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil |
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
autorizou a ampliação do uso da vacina MenQuadfi, que protege contra a doença
meningocócica invasiva causada pelos sorogrupos A, C, W e Y da bactéria
Neisseria meningitidis. Com a decisão, o imunizante passa a ser indicado também
para bebês a partir de 6 semanas de vida. A autorização foi aprovada nessa
terça-feira (8/9).
A MenQuadfi é uma vacina meningocócica conjugada
administrada por injeção intramuscular. A ampliação da indicação para a faixa
etária pediátrica foi baseada em uma avaliação de segurança que reuniu dados de
6.060 bebês com idades entre 6 semanas e menos de 12 meses, que receberam pelo
menos uma dose do imunizante. A análise também considerou 5.373 crianças que
receberam uma dose de reforço a partir dos 12 meses.
Segundo a Anvisa, os resultados apontaram um perfil de
segurança compatível com o esperado para vacinas meningocócicas conjugadas. Não
foram identificadas novas preocupações relevantes relacionadas à segurança do
imunizante.
Doença pode evoluir rapidamente
A doença meningocócica invasiva é provocada pela Neisseria
meningitidis, bactéria que pode estar presente no trato respiratório superior
de pessoas sem sintomas. A transmissão ocorre principalmente por meio de
gotículas e secreções respiratórias.
Em determinadas situações, a bactéria pode ultrapassar as
defesas do organismo e chegar à corrente sanguínea, provocando uma infecção
grave e de evolução rápida. Bebês e crianças pequenas, especialmente no
primeiro ano de vida, estão entre os grupos com maior risco de desenvolver
formas graves e complicações.
Mesmo com tratamento adequado, a doença meningocócica
invasiva apresenta letalidade de cerca de 10%. Entre os sobreviventes, até 20%
podem desenvolver sequelas permanentes e incapacitantes, segundo a Anvisa.
A decisão da agência foi formalizada pela Resolução
3.448/2026, publicada no Diário Oficial da União.
Por: Nubya Oliveira com O TEMPO

