Domingo, 06 de setembro-(09) de 2026
Em um cenário de automação crescente, inteligência
emocional, criatividade e influência social se tornam diferenciais
profissionais.
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| Especialistas de mercado já deram nome a esse grupo: power skills. Foto: Magnific |
Toda empresa hoje quer o mesmo funcionário: alguém que
sabe usar IA. E, olha, eu entendo. Eu mesma passo boa parte do meu tempo
ensinando isso. Mas o World Economic Forum acabou de soltar um dado que deveria
te preocupar mais do que qualquer curso de prompt: as habilidades técnicas têm
uma “meia-vida” cada vez mais curta. O que você aprende hoje pode ficar
obsoleto em meses.
E, enquanto isso, um outro grupo de habilidades só fica
mais valioso com o tempo. O WEF chama isso de “evergreen skills”: inteligência
emocional, conexão humana, pensamento estratégico. Não é força de expressão —é
literalmente o oposto do que está acontecendo com o conhecimento técnico.
Deixa eu te mostrar por que isso importa e quais são
essas habilidades, porque nenhuma lista de “prompts que vão mudar sua vida” vai
te preparar para o que vem agora. Bora?
O que está acontecendo por baixo do capô
A lógica é simples, mas ninguém para para pensar nela: a
IA está engolindo exatamente as tarefas que a gente sempre chamou de
“técnicas”. Escrever código, analisar planilha, resumir documento, gerar
relatório. Coisas que antes exigiam anos de treinamento hoje saem prontas em
segundos.
Só que isso cria um efeito colateral sobre o qual quase
ninguém está falando: se a parte técnica virou commodity, o que sobra para te
diferenciar não é saber usar a ferramenta —é tudo aquilo que a ferramenta não
sabe fazer.
E o mercado já sentiu isso. Uma pesquisa recente mostrou
que 92% dos empregadores hoje consideram soft skills tão importantes quanto —ou
mais importantes que— hard skills. No LinkedIn, sete das dez habilidades que
mais crescem em 2026 são soft skills — com gestão de conflitos no topo da
lista. E a Harvard Business Review foi além: empresas que priorizam empatia e
experiência do cliente superam concorrentes em até 85% no crescimento da
receita.
Repara: não é “soft skills são legais de ter”. É “soft
skills viraram vantagem competitiva mensurável”.
As 5 power skills que estão ganhando protagonismo
Especialistas de mercado já deram nome a esse grupo:
power skills. São cinco, e nenhuma delas você aprende assistindo a um tutorial
de IA.
1. Inteligência emocional
A capacidade de reconhecer e regular a própria emoção — e
ler a emoção de quem está do outro lado. Isso não é “seja gentil”. É a base de
toda negociação, toda liderança, toda venda que não é feita só no preço.
2. Criatividade
Não a criatividade de “gerar 10 variações de post”. A
criatividade de conectar dois pontos que ninguém tinha conectado antes. A IA
remixa o que já existe; ela não decide o que vale a pena remixar.
3. Resiliência
A capacidade de continuar funcionando bem quando o plano
desmorona. Isso ficou mais importante, não menos, num mundo em que tudo muda de
ferramenta e de regra a cada três meses.
4. Curiosidade
Fazer a pergunta certa antes de pedir a resposta certa. A pessoa curiosa é a que sabe o que perguntar para a IA — e a que percebe quando a resposta que recebeu não faz sentido.
Fazer a pergunta certa antes de pedir a resposta certa. A pessoa curiosa é a que sabe o que perguntar para a IA — e a que percebe quando a resposta que recebeu não faz sentido.
5. Influência social
Convencer, alinhar, mobilizar gente ao seu redor. Você
pode ter o melhor plano do mundo gerado por IA — se ninguém compra a ideia, ele
não sai do papel.
A analogia que ajuda a entender isso
Pensa na IA como uma calculadora científica muito
avançada. Ela resolve a conta em um segundo, qualquer conta. Mas ela nunca vai
te dizer qual conta vale a pena fazer, para quem apresentar o resultado ou como
reagir quando o número não é o que você esperava. Ela é motor. Você continua
sendo o motorista.
O erro que a maioria está cometendo é treinar só para
usar melhor o motor — e esquecer completamente de desenvolver quem está no
volante.
Recapitulando
As 5 power skills que ganham protagonismo enquanto a IA
assume o técnico:
1. Inteligência
emocional: a base de toda relação de confiança;
2. Criatividade:
conectar pontos que ninguém conectou;
3. Resiliência: continuar funcionando quando o plano muda;
3. Resiliência: continuar funcionando quando o plano muda;
4. Curiosidade: saber
o que perguntar antes de pedir resposta;
5. Influência social: fazer a ideia sair do papel.
5. Influência social: fazer a ideia sair do papel.
A mensagem central é essa: quem só treinar a ferramenta
vai estar competindo com todo mundo que também aprendeu a mesma ferramenta.
Quem treinar essas cinco habilidades vai estar competindo sozinho.
Agora é com você.
Por: Portal Paraíba.com.br

