Segunda-feira, 26 de outubro-(10) de 2026
Resultado de 2026 supera recordes anteriores, enquanto
participação eleitoral cresce e ausência nas urnas registra o menor nível desde
2014
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| Presidente Lula fala de debates eleitorais em podcast. Foto: Reprodução/YouTube |
Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tornou-se o presidente
eleito com o maior número de votos absolutos desde a redemocratização do
Brasil. Segundo dados consolidados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o
petista recebeu 64.239.788 votos válidos, equivalentes a 51,78%, superando a
própria marca alcançada em 2022.
A eleição de 2026 também registrou a segunda maior
votação individual da história, obtida por Flávio Bolsonaro, que somou
59.818.160 votos, correspondentes a 48,22%.
O crescimento do eleitorado e os níveis de comparecimento
às urnas vêm elevando o número de votos necessários para conquistar a
Presidência da República.
Evolução das votações presidenciais desde 1989
Os dados oficiais do TSE mostram a evolução da votação
dos presidentes eleitos nas disputas diretas realizadas desde a
redemocratização. A comparação considera os resultados do segundo turno, quando
houve, e do primeiro turno nas eleições decididas nessa etapa.
Confira os números registrados em cada eleição:
• 1989-Fernando Collor de Mello: 35.089.998 votos (53,03%).
• 1994-Fernando Henrique Cardoso: 34.336.091 votos (54,28%), eleito no primeiro
turno.
• 1998-Fernando Henrique Cardoso: 35.936.540 votos (53,06%), eleito no primeiro
turno.
• 2002-Luiz Inácio Lula da Silva: 52.793.364 votos (61,27%).
• 2006-Luiz Inácio Lula da Silva: 58.295.042 votos (60,83%).
• 2010-Dilma Rousseff: 55.752.529 votos (56,05%).
• 2014-Dilma Rousseff: 54.501.108 votos (51,64%).
• 2018-Jair Bolsonaro: 57.797.847 votos (55,13%).
• 2022-Luiz Inácio Lula da Silva: 60.345.999 votos (50,90%).
• 2026-Luiz Inácio Lula da Silva: 64.239.788 votos (51,78%).
A série histórica evidencia o aumento da votação absoluta
dos candidatos eleitos, especialmente nas disputas mais recentes. Em 2026, Lula
superou o resultado de 2022, quando recebeu pouco mais de 60,3 milhões de
votos.
Participação eleitoral e queda da abstenção
O crescimento das votações acompanha a expansão do
eleitorado apto a votar ao longo de quase quatro décadas de democracia. O
aperfeiçoamento dos sistemas informatizados de totalização da Justiça Eleitoral
também integra esse contexto.
Além disso, a abstenção caiu para 19,21% em 2026,
alcançando o menor índice desde 2014. O resultado indica uma redução na
proporção de eleitores que deixaram de comparecer às urnas.
Nas eleições presidenciais anteriores, os índices de
ausência foram superiores. No segundo turno de 2014, a abstenção ficou em 21%.
Em 2018, o percentual atingiu 21,16%, mantendo o não comparecimento em patamar
elevado.
Já em 2022, a taxa registrada pela Justiça Eleitoral foi
de 20,42%. Naquele pleito, a proporção de eleitores ausentes permaneceu acima
de 20%.
Com a redução para 19,21% em 2026, a participação dos
eleitores voltou a crescer, acompanhando o recorde de votação absoluta
registrado na disputa presidencial.
Por: Portal Paraiba.com.br