Sábado, 16 de Abril de 2016.
BRASÍLIA - A presidente Dilma Rousseff comemorou na tarde desta
sexta-feira, 15, a reversão de importantes votos como do
primeiro-vice-presidente da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), um antigo aliado
do principal algoz do governo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
Esse foi um dos resultados do trabalho do Planalto, em conjunto com seis
governadores que desembarcaram em Brasília para ajudar o governo: Flávio Dino
(PC do B), do Maranhão, Camilo Santana (PT), do Ceará, Rui Costa (PT) Bahia,
Waldez Góes (PDT), do Amapá, Ricardo Coutinho (PSB), da Paraíba e Wellington
Dias (PT), do Piauí.
Dilma se reuniu com todos eles, além de vários deputados de suas
bancadas. O resultado desta mobilização, de acordo com o Planalto, é que o
governo terá até 30 votos a mais de deputados que mudaram de lado. O governo
terá também pelo menos 20 deputados, a maioria candidatos a prefeitos, que se
ausentarão do plenário no domingo durante a votação do processo de impeachment
de Dilma. "O clima mudou no Planalto", assegurou um interlocutor
direto da presidente, ao relatar que a aposta é "principalmente nas ausências".
O ministro-chefe do Gabinete pessoal de Dilma, Jaques Wagner,
afirmou que "o reforço dos governadores surtiu efeito nas bancadas e
ampliou nossa vantagem". Entre as idas e vindas de deputados e seus votos,
na noite desta sexta, em uma de suas planilhas, o Planalto contava com 179
votos, sete a mais que o mínimo necessário para barrar o impeachment. Aos que
iam ao seu gabinete, a presidente Dilma reiterava que tem os votos para barrar
o impeachment e apresentava a sua planilha e anunciava: "ela (a planilha)
é confiável".
MSN.com

