Terça-feira, 06 de setembro-09 de 2022
A
propriedade plena e definitiva da letra foi oficializada pelo decreto n.º 4.559
de 21 de agosto de 1922, pelo então presidente Epitácio Pessoa.
Epitácio Pessoa foi presidente da República entre 1919 e 1922 (Foto: Reprodução)
A oficialização do Hino Nacional Brasileiro completa um século nesta
terça-feira (06). Em 1922, há exatos 100 anos, o paraibano Epitácio Pessoa,
então presidente do Brasil, oficializou a letra da forma como conhecemos
atualmente.
Escrito por Joaquim Osório Duque Estrada e musicado por Francisco Manuel
da Silva, o Hino Nacional Brasileiro foi adquirido por cinco contos de réis. A
propriedade plena e definitiva da letra foi oficializada pelo decreto n.º 4.559
de 21 de agosto de 1922, pelo então presidente Epitácio Pessoa e o hino
oficializado pela lei n.º 5.700, de 1 de setembro de 1971, publicada no Diário
Oficial (suplemento) de 2 de setembro de 1971.
O hino foi oficializado em 6 de setembro de 1922 como forma de
celebração do Centenário da Independência do Brasil, comemorado no dia 7 de
setembro. A música do hino foi composta por Francisco Manuel da Silva em 1831,
na abdicação de Dom Pedro I. A letra foi escrita somente em 1909 por Osório
Duque Estrada. A oficialização, no entanto, só foi feita em 1922.
Com a Proclamação da Repúblico foi promovido um concurso para escolha de
um hino para o Brasil, vencido por Leopoldo Miguez. No entanto, após
manifestações contrárias da população, o presidente Deodoro da Fonseca
oficializou a canção composta por Francisco Manuel da Silva como Hhino Nacional
e a composição de Leopoldo Miguez ficou instituída como Hino da Proclamação da
República.
A partir de então, o Hino Nacional Brasileiro era composto somente pela
música. Somente em 1922 a letra de Osório Duque Estrada foi oficializada como
parte integrante do hino.
Natural da cidade de Umbuzeiro, no Agreste da Paraíba, Epitácio Pessoa
foi presidente da República entre 1919 e 1922. O paraibano também foi
deputado federal, ministro da Justiça, do Supremo Tribunal Federal,
procurador-geral da República, senador, chefe da delegação brasileira junto à
Conferência de Versalhes e juiz da então Corte Permanente de Justiça
Internacional.
Por:
Camila Bezerra – Portal ClickPB

