Quinta-feira, 06 e outubro-10 de 2022
Matéria da Assessoria de Comuicação
É comum na rua e até nas farmácias encontrar
óculos de grau à venda. Os acessórios possuem graus variados e são feitos sem
levar em consideração as necessidades específicas de quem está à sua procura.
Oftalmologista do Hapvida NotreDame Intermédica em João Pessoa, Camila Gadelha
explica que a consulta com o especialista é fundamental antes da compra do
produto.
“Quando a pessoa compra óculos na rua sem ir ao oftalmologista,
ela está deixando de descobrir alguma doença silenciosa. Na consulta não vemos
apenas o grau que uma pessoa precisa: vemos nervos, vasos, conseguimos
diagnosticar doenças vasculares, autoimunes e neurológicas. Se a pessoa precisa
de óculos e não faz consulta, está correndo risco”, pontuou.
Além de não resolver o problema de visão, comprar óculos de grau
sem passar pela avaliação do oftalmologista pode acarretar mais desgaste
visual, além de poder ocasionar sintomas incômodos, como dores de cabeça.
A especialista
alerta sobre a necessidade de manter uma frequência de consulta com
oftalmologista, ainda que a pessoa não tenha queixas de problemas. O ideal,
defende ela, é que a visão seja acompanhada desde a infância até a fase idosa,
já que cada etapa pode estar relacionada a uma doença.
Nos primeiros dias de vida de um bebê, o teste do olhinho ajuda
a identificar doenças que podem acometer a vista da criança. Na primeira
infância, é possível que a criança desenvolva uma alergia ocular; já na fase
escolar é quando surgem os sintomas ligados à miopia. Na adolescência pode
aparecer o ‘ceratocone’, uma doença que altera a anatomia da córnea e, na vida
adulta, o glaucoma é uma das enfermidades mais diagnosticadas. Já os idosos
costumam ser acometidos pela catarata.
“Não espere surgir um sintoma. Visita
regularmente o oftalmologista, faça uma consulta a cada ano e cuide
preventivamente de sua visão”, orienta a médica Camila Gadelha.
Por: Assessoria e créditos do Polêmica Paraíba

