Sexta-feira, 12 de maio-(05) de 2023
PNAD Contínua registra que em 2022,
50% da população recebia valor médio mensal de de R$ 351. Já para 1% o valor
era de R$ 23.132.
A
Paraíba registrou a maior desigualdade econômica do Brasil em 2022, de acordo
com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua. O dado foi
divulgado nesta quinta-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE).
Conforme a pesquisa, o rendimento médio
mensal real domiciliar per capita paraibano era de R$ 1.086, em 2022, com um
crescimento de 13,1% em relação ao verificado no ano anterior (R$ 960).
O estado registrou 0,558, ficando acima da
média do Brasil (0,518) e do Nordeste (0,517) no índice gini, que mede a
concentração de renda e a desigualdade econômica. Quanto mais próximo de zero o
número, maior a igualdade de renda.
A pesquisa também utilizou outro indicador de
desigualdade social e o estado registrou que 50% da população com os menores
rendimentos recebia um valor médio mensal real domiciliar per capita de R$ 351.
Já a população parte do 1% com os maiores rendimentos, o valor subia para R$
23.132.
O grupo com maiores rendimentos era 65,9
vezes maior que o da metade da população com os menores rendimentos, a maior
proporção da série histórica. O número é mais do que o dobro da observada na
média brasileira, de 32,5 vezes.
Programas sociais
Em 2022, cerca de 35,5% dos domicílios
paraibanos recebiam do Bolsa Família ou Auxílio Brasil, 4,8% do Benefício da
Prestação Continuada (BPC-LOAS) e 3,3% de outros programas sociais.
Segundo a Pesquisa, a Paraíba ficou em 3º
lugar no país na proporção de domicílios recebendo Bolsa Família ou Auxílio
Brasil (35,5%), atrás somente das constatadas no Maranhão (40,7%) e no Piauí
(40,3%). Também acima das médias regional (33,8%) e nacional (16,9%).
Rendimentos na Paraíba
O levantamento também registrou que cerca de
58,8% da população residente na Paraíba, em 2022, tinha algum tipo de
rendimento. O percentual corresponde a, aproximadamente, 2,4 milhões de pessoas
e é o 9º menor do país, inferior às médias do Brasil (62,6%) e do Nordeste
(59%).
Do total, 35,1% da população possuía
rendimento de todos os trabalhos e 29,9% tinham rendimento de outras fontes.
Na Paraíba, entre os componentes do indicador
“outras fontes de renda”, a categoria aposentadoria e pensão tinha participação
de 13,3% no total da população residente, com um rendimento médio de R$ 1.734.
Por outro lado, aqueles que tinham aluguel e arrendamento como fontes
representavam 1% da população paraibana, com um valor médio de R$ 1.485, que,
frente ao ano anterior (R$ 954), teve alta de 55,7%. Os que recebiam pensão
alimentícia, doação e mesada de não morador correspondiam a 2,6%, com
rendimento médio de R$ 415.
No entanto, a maior participação populacional
no indicador “outras fontes de renda” foi da subdivisão “outros rendimentos”
(14,5%), que abarca programas de transferência de renda e rentabilidade de
aplicações financeiras. Nesse caso, o rendimento médio era de R$ 622, o que
aponta para um crescimento de 40,4% frente ao verificado em 2021 (R$ 443).
Por:
Jornal da Paraíba