Sexta-feira, 23 de janeiro (01) de 2025
Matéria da BAND.COM
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| Brasil lidera casos de ansiedade com 56 milhões de pessoas afetadas (Foto: Banco de Imagens) |
A rotina
acelerada nas grandes metrópoles, marcada pelo excesso de compromissos e pela
escassez de tempo para o descanso, tem mascarado um problema de saúde pública
crescente: a ansiedade. O que muitas vezes é justificado como uma consequência
natural do cotidiano urbano pode, na verdade, ocultar sintomas de um transtorno
sério que exige atenção médica e, em diversos casos, o uso de medicação para o
controle da rotina.
Diferente
da preocupação comum do dia a dia — como o nervosismo antes de uma apresentação
ou a inquietação com contas a pagar —, a patologia se caracteriza por um estado
de alerta constante que o corpo não consegue desligar. Enquanto a ansiedade
natural funciona como uma resposta biológica para manter o indivíduo atento, o
transtorno rompe esse equilíbrio e prejudica a funcionalidade do paciente.
Estatísticas e o cenário no Brasil
Dados da
Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam a dimensão global do problema.
Atualmente, 328 milhões de pessoas no planeta sofrem com algum transtorno de
ansiedade. No entanto, o acesso à saúde permanece um desafio: apenas um em cada
quatro indivíduos diagnosticados recebe o tratamento adequado para a condição.
O Brasil
apresenta índices alarmantes e superiores à média mundial. A doença afeta mais
de 26% da população brasileira, o que representa um contingente de 56 milhões
de pessoas convivendo com os sintomas. O diagnóstico médico é o primeiro passo
para a implementação de mudanças no estilo de vida, muitas vezes exigindo o que
especialistas chamam de “pé no freio” para evitar o agravamento do quadro
clínico.
Identificação de sintomas e busca por
ajuda
A
dificuldade em distinguir o estresse rotineiro de um transtorno crônico é um
dos principais obstáculos para o início do tratamento. O ambiente das grandes
cidades favorece a negligência com a saúde mental, uma vez que o ritmo intenso
é socialmente aceito e muitas vezes incentivado.
Especialistas
alertam que a manutenção de um estado de vigilância ininterrupto causa desgaste
físico e emocional, sendo necessária a intervenção profissional quando a
ansiedade deixa de ser uma ferramenta de defesa para se tornar um fator
limitador.
O
tratamento geralmente envolve uma combinação de psicoterapia, ajustes na rotina
e, quando necessário, intervenção farmacológica prescrita por psiquiatras.
Por: BAND.COM

