Sábado, 03 de janeiro-(01) de 2026
Matéria do Portal PBAGORA
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Foto: Chris
Kleponis/Pool/Getty Images/John Moore/Getty Images) |
O presidente
dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou neste sábado (03) que forças
americanas realizaram um ataque de grande escala contra a Venezuela e
capturaram o presidente Nicolás Maduro. A declaração foi feita em uma rede
social, onde Trump disse que Maduro e sua esposa foram retirados do país por
via aérea, sem informar o destino. Segundo Trump, a operação foi conduzida em
conjunto com forças de segurança americanas. A vice-presidente da Venezuela,
Delcy Rodríguez, declarou não saber o paradeiro de Maduro e exigiu uma prova de
vida ao governo norte-americano.
Na madrugada
deste sábado, Caracas sofreu uma série de explosões. De acordo com a Associated
Press, ao menos sete detonações foram ouvidas em um intervalo de cerca de 30
minutos. Moradores relataram tremores, barulho de aeronaves e correria nas
ruas, enquanto parte da capital ficou sem energia elétrica, especialmente nas
proximidades da base aérea de La Carlota. Vídeos que circulam nas redes sociais
mostram colunas de fumaça saindo de instalações militares e aeronaves
sobrevoando Caracas em baixa altitude. Logo após os primeiros ataques, o
governo venezuelano publicou um comunicado afirmando que o país estava sob
agressão externa.
O texto dizia
que Maduro havia assinado um decreto declarando estado de Comoção Exterior em
todo o território nacional, convocando forças sociais e políticas a se
mobilizarem e “passar de imediato à luta armada” contra o que chamou de
“agressão imperialista”. O governo venezuelano acusou os EUA de tentar tomar
recursos estratégicos, como petróleo e minerais, e de impor uma “guerra
colonial” para forçar uma mudança de regime. Caracas declarou ainda que se
reserva ao direito de exercer legítima defesa e convocou governos da América
Latina e do Caribe a se mobilizarem em solidariedade.
A captura de
Maduro ocorre após meses de escalada de tensão entre Washington e Caracas. Em
agosto, os EUA elevaram para US$ 50 milhões a recompensa por informações que
levassem à prisão do presidente venezuelano e reforçaram a presença militar no
Mar do Caribe. Inicialmente, a Casa Branca justificou a mobilização como parte
de operações contra o narcotráfico, mas autoridades americanas passaram a
admitir que o objetivo final seria derrubar Maduro.
Em novembro, Trump
e Maduro chegaram a conversar por telefone, mas os contatos não avançaram. No
mesmo mês, os EUA classificaram o Cartel de los Soles como organização terrorista,
acusando Maduro de liderar o grupo. A imprensa internacional também relatou que
Washington estaria prestes a iniciar uma nova fase de operações militares
contra a Venezuela. Além disso, segundo o jornal The New York Times, os EUA têm
interesse em assumir o controle das reservas de petróleo venezuelanas,
consideradas as maiores do mundo.
Nas últimas
semanas, militares americanos apreenderam navios petroleiros da Venezuela, e
Trump determinou bloqueios contra embarcações alvo de sanções, acusando Maduro
de roubar os EUA.
Por: PB Agora

