Terça-feira, 27 de janeiro-(01) de 2025
Matéria da BAND.COM
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| Imagem: Valter Campanato / Agência Brasil |
O uso
excessivo de dispositivos eletrônicos, como celulares e computadores,
impulsiona o crescimento dos casos de miopia entre o público infantil. Um
estudo britânico publicado no British
Journal of Ophthalmology, que analisou 5 milhões de crianças em 50 países,
revela que uma em cada três crianças no mundo apresenta a condição,
caracterizada pela dificuldade de enxergar objetos distantes.
A Organização
Mundial da Saúde (OMS) projeta um cenário ainda mais crítico, estimando que
metade da população global será míope até o ano de 2050.
A
identificação precoce é um desafio para as famílias. Sheila Baiolo,
coordenadora de operações, relata que percebeu os primeiros sinais no filho
Gabriel, hoje com 10 anos, quando ele ainda tinha 3 anos de idade.
O
comportamento típico envolvia a necessidade de se aproximar excessivamente do
aparelho de televisão para conseguir assistir aos programas. Especialistas
reforçam que, além do fator comportamental, existe a carga genética: filhos de
pais míopes possuem 30% mais chances de desenvolver o problema.
Causas e Prevenção
O estilo
de vida moderno é apontado como um dos principais agravantes para a saúde
ocular. A Dra. Márcia Ferrari, oftalmopediatra e chefe do setor de pediatria do
H.Olhos, explica que a leitura muito próxima e a exposição prolongada a telas
prejudicam o desenvolvimento da visão. Segundo a médica, é fundamental que as
crianças passem mais tempo em atividades externas.
“Não dá
para ficar dentro de casa, tem que sair”, afirma Márcia Ferrari. A especialista
esclarece que o ambiente externo permite que os olhos trabalhem com uma visão
geral aberta, em contraste com a visão focada e limitada exigida pelas telas.
Sinais de Alerta e Diagnóstico
Pais e
educadores devem monitorar comportamentos que indiquem a necessidade de uma
avaliação oftalmológica. Os sintomas mais comuns de miopia em crianças incluem:
• Dores
de cabeça frequentes;
• Hábito
de apertar ou esfregar os olhos constantemente;
• Olhos
avermelhados;
• Desinteresse
por objetos ou atividades que dependam da visão de longe;
• Dificuldade
de aprendizado no ambiente escolar.
A Dra.
Márcia Ferrari destaca que a rapidez no diagnóstico é essencial para iniciar a
correção e evitar prejuízos ao desenvolvimento educacional. Nesse contexto, os
professores desempenham um papel crucial ao observar a dificuldade dos alunos
em enxergar o conteúdo exposto na lousa ou participar de atividades coletivas
que demandam percepção visual à distância.
Por: BAND.COM

