Domingo, 01 de fevereiro-(02) de 2025
A Paraíba registrou, em 2025, o maior número de feminicídios dos últimos dez anos. Ao todo, 37 mulheres foram assassinadas por motivos de gênero, segundo dados da Polícia Civil.
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(Foto: Shutterstock) |
A Paraíba registrou, em 2025, o maior número de feminicídios dos últimos
dez anos. Ao todo, 37 mulheres foram assassinadas por motivos de gênero, segundo
dados da Polícia Civil. O número representa um aumento de aproximadamente 37%
em relação a 2024, quando foram contabilizados 27 casos.
Resumo
O ano de 2025 marcou um recorde negativo na Paraíba, com o maior número de
feminicídios da última década. Apesar do crescimento das medidas protetivas
solicitadas, nenhuma das vítimas possuía proteção ativa no momento do crime,
reforçando a necessidade de prevenção, denúncia e engajamento social no combate
à violência contra a mulher.
Até então, os anos mais críticos haviam sido 2019 e 2023, ambos com 36
feminicídios registrados. No recorte de 2015 a 2025, o estado soma 335 casos
desse tipo de crime, evidenciando a gravidade e a persistência da violência de
gênero.
Um dado que chama atenção é que nenhuma das 37 vítimas de 2025 tinha medidas
protetivas em vigor no momento do crime. De acordo com a coordenadora das
Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (Deam) na Paraíba, delegada
Sileide Azevedo, esses casos são considerados “imprevisíveis”, pois não estavam
inseridos na rede formal de proteção.
Em entrevista, a delegada destacou que os números reforçam a necessidade de
intensificar as políticas públicas e o envolvimento da sociedade no
enfrentamento à violência contra a mulher. Segundo ela, o feminicídio raramente
ocorre de forma repentina, sendo geralmente precedido por agressões verbais,
psicológicas, físicas e, em alguns casos, violência sexual ou patrimonial.
O que é feminicídio
O feminicídio é caracterizado pelo assassinato de uma mulher em razão de
violência doméstica ou familiar, ou por menosprezo ou discriminação à condição
feminina. Previsto como qualificadora do homicídio no Código Penal, é
considerado crime hediondo, com penas que variam de 12 a 30 anos de prisão,
podendo ser agravadas conforme as circunstâncias.
Outros dados preocupantes
Além do recorde de feminicídios, a Paraíba também registrou, em 2025, um
aumento de 1,19% no descumprimento de medidas protetivas de urgência.
Atualmente, cerca de 5% dessas medidas são violadas pelos agressores. Somente
em 2025, 7.286 medidas protetivas foram solicitadas por mulheres no estado,
totalizando cerca de 15 mil pedidos nos últimos três anos.
Campanha e conscientização
Diante desse cenário, o Sistema Correio reforça a campanha “Não Me Calo!”, que busca combater a violência contra a mulher, chamando toda a sociedade — inclusive os homens — à responsabilidade coletiva. O lema “O silêncio também é violência” alerta para a importância de não se omitir diante de agressões físicas, psicológicas ou sexuais.
Diante desse cenário, o Sistema Correio reforça a campanha “Não Me Calo!”, que busca combater a violência contra a mulher, chamando toda a sociedade — inclusive os homens — à responsabilidade coletiva. O lema “O silêncio também é violência” alerta para a importância de não se omitir diante de agressões físicas, psicológicas ou sexuais.
Denuncie
A violência contra a mulher costuma escalar e pode começar com comportamentos aparentemente “simples”, como ofensas, ciúmes excessivos ou ameaças, podendo terminar de forma trágica. Denunciar é fundamental para interromper o ciclo da violência.
A violência contra a mulher costuma escalar e pode começar com comportamentos aparentemente “simples”, como ofensas, ciúmes excessivos ou ameaças, podendo terminar de forma trágica. Denunciar é fundamental para interromper o ciclo da violência.
Canais
de denúncia:
• 190 –
Polícia Militar (emergências)
• 180 –
Central de Atendimento à Mulher
• 197 –
Polícia Civil.
Denunciar pode salvar vidas. A proteção das mulheres é uma responsabilidade de
todos.
PORTAL CONTINENTAL com créditos do Portal Correio da PB

