Quarta-feira, 25 de março-(03) de 2026
Com mais de 15 milhões de doses já distribuídas, a
mobilização será realizada nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste
antes do período de maior circulação do vírus
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A vacinação é a principal forma de prevenção contra a
influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. Foto:
Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF |
A Campanha Nacional de Vacinação contra a Influenza começa
no próximo sábado, 28 de março, nas regiões Nordeste, Centro-Oeste, Sul e
Sudeste. Realizada anualmente pelo Ministério da Saúde, com apoio de estados e
municípios, a mobilização prioriza crianças, gestantes e idosos com 60 anos ou
mais, grupos mais suscetíveis a formas graves da doença. O Dia D será realizado
na mesma data, e a campanha segue até 30 de maio, com vacinação gratuita nas
Unidades Básicas de Saúde (UBS).
Para ampliar o alcance da ação, o Governo do Brasil enviará,
até quinta-feira (26), 10 milhões de mensagens institucionais por aplicativos
de comunicação. A iniciativa busca reforçar a divulgação de informações
oficiais, ampliar a confiança nos canais institucionais e incentivar a
vacinação.
Até agora, o Ministério da Saúde distribuiu 15,7 milhões de
doses da vacina contra a influenza. A orientação é que estados e municípios
intensifiquem as estratégias já no primeiro mês da campanha, com ações de busca
ativa para o alcance imediato dos públicos prioritários. Na Região Norte, a
campanha será realizada no segundo semestre, em função da sazonalidade da
doença.
A vacinação é a principal forma de prevenção contra a
influenza e contribui para reduzir casos graves, internações e mortes. Para se
vacinar, basta fazer parte do público recomendado e procurar a unidade de saúde
mais próxima antes do período de maior circulação do vírus.
PÚBLICO-ALVO — A vacina influenza trivalente
integra o Calendário Nacional de Vacinação e é recomendada para crianças de 6
meses a menores de 6 anos (5 anos, 11 meses e 29 dias), idosos com 60 anos ou
mais e gestantes.
Além desses públicos, a imunização é ofertada como
estratégia especial para outros grupos prioritários. Para crianças de 6 meses a
8 anos, o esquema vacinal varia conforme o histórico: aquelas já vacinadas
anteriormente recebem uma dose; as não vacinadas devem receber duas doses, com
intervalo mínimo de quatro semanas.
No caso da população indígena a partir de 6 meses de idade,
seguem as mesmas orientações de faixa etária e histórico vacinal. Crianças e
pessoas com comorbidades até 8 anos que ainda não foram vacinadas também devem
receber duas doses.
A proteção contra a influenza é realizada anualmente para
acompanhar as novas cepas do vírus em circulação. A cada campanha, o Ministério
da Saúde disponibiliza vacinas atualizadas, reforçando a importância da
imunização periódica para assegurar uma proteção eficaz.
A aplicação pode ser realizada de forma simultânea a outras
vacinas do Calendário Nacional, como a da Covid-19.
CENÁRIO — Dados preliminares de 2026 apontam
aumento na circulação de vírus respiratórios, incluindo a influenza. Até 14 de
março, foram notificados 14,3 mil casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave
(SRAG) no país, com cerca de 840 óbitos. Entre os casos graves, a influenza
responde por 28,1% das infecções identificadas.
Idosos, crianças menores de 6 anos, gestantes e pessoas com
comorbidades apresentam maior risco de complicações, internações e óbito.
Priorizar esse público é fundamental para evitar casos graves e óbitos por
influenza.
Por: Nailson Júnior com fonte da Secretaria de
Comunicação Social da Presidência da República

