Quinta-feira, 19 de março-(03) de 2026
Matéria da CNNBrasil
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| Foto: Reprodução |
O
laudo pericial realizado após a exumação do corpo da policial militar Gisele
Alves Santana, encontrada baleada em seu apartamento na região central de São
Paulo, no dia 18 de fevereiro, revelou
indícios de que a vítima teve relação sexual em período muito próximo de ser
morta com um tiro na cabeça.
A
descoberta contraria a versão oficial do principal suspeito do crime, o
tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto. Ele foi indiciado pela Polícia Civil e
se ternou réu por feminicídio e fraude processual.
Espermatozóides no canal vaginal da vítima, e o material
genético foi devidamente coletado para a realização de confronto de DNA.
Em
todas as versões apresentadas às autoridades, o tenente-coronel disse que o casal enfrentava uma
crise, que dormiam em quartos separados
desde agosto do ano anterior e que não mantinham mais nenhuma relação conjugal.
Para os investigadores, a presença de sêmen na
vítima é uma evidência “absolutamente incompatível” com a
narrativa apresentada pelo marido. O
documento ressalta que o laudo desmente o álibi do oficial, indicando uma
dinâmica diferente daquela descrita por ele para os momentos que antecederam a
morte de Gisele.
Ainda
de acordo com os exames periciais,
o laudo toxicológico de Gisele resultou negativo para a presença de álcool
etílico, drogas, medicamentos ou praguicidas.
O
resultado confirma que a policial
não estava sob o efeito de nenhuma substância psicoativa que alterasse seu estado mental no momento em
que perdeu a vida.
Por: CNNBrasil

