Sábado, 21 de março-(03) de 2026
Matéria do G1.
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| Foto: Marcelo Chello/Estadão Conteúdo |
Oitenta por cento dos brasileiros se
declaram felizes, segundo a edição de 2026 do índice anual de
felicidade do instituto Ipsos, divulgado nesta quinta-feira (19).
O resultado representa alta de dois pontos
percentuais em relação ao ano anterior, mas fica abaixo dos 83%
registrados em janeiro de 2023, o maior patamar já medido no país desde o
início da série histórica, em 2011.
No
ranking global, o Brasil aparece em sétimo lugar entre os 29
países avaliados.
Indonésia
(85%) e Holanda (84%) lideram o levantamento, enquanto Hungria (54%) e Coreia
do Sul (57%) têm os menores índices. A média mundial ficou em 74%.
A
tendência de alta é ampla: em 25 dos 29 países pesquisados, a
população está mais feliz do que há 12 meses. Apenas Holanda, Índia e Argentina
registraram recuo no período.
No longo prazo,
porém, o quadro é menos otimista. Em 15 dos
20 países com dados desde 2011, a proporção de felizes é menor do que era há 14
anos.
O
Brasil é uma das poucas exceções: saiu de 77% naquele ano para 80% em 2026,
acumulando alta de três pontos percentuais no período.
O que torna
os brasileiros felizes — e infelizes
Para
os brasileiros que se declaram felizes, o principal motor é a fé ou vida
espiritual, citada por 22% — o maior índice entre todos os
países pesquisados nesse quesito.
Em
seguida aparecem sentir-se valorizado ou amado (34%), saúde mental e bem-estar
(31%) e sensação de controle sobre a própria vida (29%).
Entre os que se
declaram infelizes no Brasil, a situação financeira pessoal é o fator mais
citado, por 54% — índice alinhado à média global de 57%, que se repete em 28
dos 29 países.
A saúde
mental aparece em segundo lugar, mencionada por 37% dos
brasileiros insatisfeitos, acima da média mundial de 30%.
O
levantamento também mapeia como os entrevistados avaliam a economia de seus
países.
No
Brasil, 43% consideram a situação econômica boa, e a proporção que avalia a
economia positivamente cresceu dez pontos percentuais em relação a janeiro de
2025, uma das maiores altas registradas no estudo.
A
pesquisa aponta que essa melhora de percepção econômica está
relacionada ao aumento de felicidade observado em vários países neste ciclo.
A
pesquisa foi realizada entre 24 de dezembro de 2025 e 9 de janeiro de 2026 com
23.268 adultos em 29 países. No Brasil, foram entrevistadas mil pessoas.
A
amostra brasileira tende a ser mais urbana, escolarizada e de renda mais alta
do que a população geral, fator que deve ser considerado na leitura dos dados,
segundo o próprio instituto.
Por: G1

