Quarta-feira, 25 de março-(03) de 2026
Matéria do Portal Paraíba.com.br
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| Imagem meramente ilustrativa - (Foto: Tânia Rego/Agência Brasil) |
Um levantamento global sobre felicidade acende um alerta
para o impacto severo das redes sociais na autoestima e na saúde mental de
jovens. O Relatório Mundial da Felicidade deste ano, que incluiu dados de
adolescentes de 47 países, estabelece uma relação direta entre o tempo de
exposição às plataformas e o aumento de queixas psicológicas. Segundo o estudo,
quanto mais horas são dedicadas a esse ambiente digital, menores são os índices
de bem-estar registrados.
O impacto negativo é desproporcional entre as meninas. O
relatório aponta que 37% das adolescentes afirmam que os conteúdos consumidos
pioram a percepção que possuem do próprio corpo. Relatos colhidos pelo Jornal
da Band mostram que a comparação constante com rotinas idealizadas de
exercícios e dietas gera um sentimento de insuficiência.
No ambiente escolar, a pressão se estende ao desempenho
acadêmico; jovens relatam angústia ao comparar suas horas de estudo com
postagens de terceiros que alegam dedicação integral, alimentando a sensação de
que nunca fazem o suficiente.
Comparação com jogos de azar e regulação
Especialistas ouvidos pela reportagem comparam o
funcionamento das redes sociais ao mecanismo de jogos de azar. A estrutura das
plataformas foi desenhada para prender a atenção, o que gera um impacto
perigoso no desenvolvimento cerebral dos adolescentes, que ainda estão em fase
de formação. Além disso, a velocidade dos algoritmos e a disseminação de
conteúdos irreais — como publicações de festas feitas por pessoas que estão, na
verdade, em casa — contribuem para quadros de ansiedade, angústia e tristeza.
Diante desse cenário, diversas nações implementam
restrições severas:
• Finlândia: Lidera
o ranking mundial de felicidade pelo nono ano consecutivo.
• Austrália: Desde
2025, o país estabeleceu o limite de 16 anos para o acesso a plataformas
digitais.
• Europa: Dinamarca,
França e Espanha planejam regulamentações semelhantes para proteger o
público jovem.
No ranking global, o Brasil ocupa a 32ª posição mundial e
a 5ª colocação na América Latina. Para enfrentar o problema localmente, foi
aprovado o chamado ECA Digital. A medida visa limitar o acesso de crianças e
adolescentes a conteúdos considerados inadequados, proibidos ou que induzam ao
vício no uso das ferramentas digitais.
Por: BAND.COM

