Quarta-feira, 08 de abril-(04) de 2026
Matéria do Portal Agência Brasil
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| Washington Costa/M |
A equipe econômica avalia permitir o uso do Fundo de
Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) para quitação de dívidas, como parte de um
novo pacote de crédito em elaboração. A informação foi confirmada nesta
terça-feira (7) pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Segundo o ministro, a proposta está em discussão conjunta
com o Ministério do Trabalho e Emprego, comandado por Luiz Marinho, que
demonstra preocupação com possíveis impactos sobre o fundo.
Durigan afirmou que o uso do FGTS ainda está em análise e
não há definição sobre o formato da medida. “Se acharmos que é razoável para
financiamento de dívidas, isso vai ser admitido”, disse, após reunião com
parlamentares do PT na Câmara.
Pacote contra endividamento
O plano em estudo pelo governo do presidente Luiz Inácio
Lula da Silva tem como foco reduzir o endividamento das famílias e ampliar o
acesso ao crédito. A proposta deve atender principalmente pessoas de baixa
renda, trabalhadores informais, microempreendedores individuais (MEIs) e
pequenas empresas.
Entre as medidas analisadas está a concessão de garantia
da União para renegociação de dívidas, o que pode facilitar a obtenção de
melhores condições de pagamento, como juros mais baixos.
O programa também pode prever descontos de até 80% sobre
o valor total das dívidas, além de incluir débitos como cartão de crédito,
cheque especial e crédito pessoal.
Restrições e alcance
Outra frente em discussão é a criação de restrições para
apostas online (bets) para beneficiários do programa, como forma de evitar novo
endividamento.
A proposta também deve contemplar pessoas com contas em
dia, mas com alto comprometimento da renda, permitindo a migração para linhas
de crédito mais baratas.
Apesar do avanço nas discussões, o pacote ainda não foi
fechado. A expectativa do governo é anunciar as medidas nos próximos dias.
Inadimplência
O debate ocorre em meio a um cenário de alto
endividamento no país. Dados recentes apontam que mais de 80% das famílias
brasileiras têm algum tipo de dívida, sendo que quase um terço está com
pagamentos em atraso.
O governo tem dialogado com bancos, fintechs e
instituições financeiras para viabilizar o programa, que deve ter formato mais
simples do que iniciativas anteriores de renegociação.
Por: Agência Brasil

