Quarta-feira, 29 de abril-(04) de 2026
De acordo com o nefrologista Victor Jordão, da Hapvida, a
pielonefrite é uma infecção renal geralmente causada por bactérias que sobem
pelo trato urinário.
A infecção urinária está entre as condições mais comuns na
população, com maior incidência entre mulheres, mas também presente em homens,
especialmente com o avanço da idade. Apesar de, na maioria das vezes, ser um
quadro simples e restrito à bexiga, quando não tratada corretamente pode
evoluir para uma condição mais grave: a pielonefrite, infecção que atinge os
rins e pode levar à internação e a complicações mais sérias.
De acordo com o nefrologista Victor Jordão, da Hapvida, a pielonefrite é uma
infecção renal geralmente causada por bactérias que sobem pelo trato urinário.
“A pielonefrite é uma inflamação dos rins provocada, na maioria dos casos, por
bactérias que saem das vias urinárias mais baixas, como a bexiga, e ascendem
até os rins”, explica.
A principal diferença entre uma infecção urinária comum e a pielonefrite está
na localização e na gravidade. Enquanto a cistite é restrita à bexiga e provoca
sintomas locais, a infecção renal já apresenta sinais mais intensos e
sistêmicos. “Na cistite, os sintomas são mais localizados, como dor ao urinar e
desconforto na região inferior do abdômen. Já a pielonefrite costuma vir
acompanhada de febre, dor lombar intensa e queda do estado geral, podendo se
tornar uma infecção sistêmica”, destaca o médico.
O caminho da infecção geralmente começa com bactérias presentes naturalmente no
intestino, que colonizam a região genital e, por via ascendente, alcançam a
uretra e a bexiga. A partir daí, podem chegar aos rins.
Alguns fatores favorecem essa progressão, como baixa ingestão de água, segurar
a urina por longos períodos, relações sexuais e até o uso de duchas íntimas
frequentes.
“Beber pouca água reduz a frequência urinária, o que facilita a permanência e a
multiplicação das bactérias. Já o hábito de segurar o xixi contribui para que
essa bactéria tenha mais tempo para subir pelo trato urinário”, explica.
Sinais de alerta e fatores de risco – Os principais sintomas que
indicam o comprometimento dos rins são febre alta, dor lombar intensa e
mal-estar generalizado. Nesses casos, a orientação é procurar atendimento
médico com urgência.
Algumas pessoas apresentam maior risco de dar pielonefrite, como gestantes,
idosos, diabéticos e indivíduos com imunidade comprometida. Mulheres também
estão mais suscetíveis devido a fatores anatômicos.
Além disso, o uso inadequado de antibióticos pode agravar o cenário. “O uso
indiscriminado de antibióticos pode selecionar bactérias mais resistentes,
dificultando o tratamento e favorecendo infecções mais graves”, alerta o
especialista.
Riscos e diagnóstico – Quando não tratada corretamente, a
pielonefrite pode causar complicações importantes. “O principal risco são
infecções de repetição, que podem provocar cicatrizes nos rins e, ao longo do
tempo, levar à perda da função renal”, afirma Victor Jordão.
O diagnóstico é feito a partir de exames laboratoriais, sendo o exame de urina
essencial. Em todos os casos, é necessário também realizar a urocultura antes
do início do antibiótico. “A urocultura permite identificar qual bactéria está
causando a infecção e qual o antibiótico mais adequado para o tratamento”,
explica.
Tratamento – O tratamento varia de acordo com a gravidade do
quadro. Casos mais leves podem ser tratados com antibióticos orais, enquanto
situações mais graves exigem internação.
“Pacientes com pior estado geral, dor intensa, vômitos ou dificuldade para
ingerir líquidos podem precisar de medicação intravenosa. Em alguns casos, a
própria bactéria só responde a antibióticos administrados na veia”,
destaca.
Prevenção – Para quem sofre com infecções urinárias recorrentes, a
prevenção é fundamental. Medidas simples podem fazer a diferença no dia a dia.
“Beber bastante água, não segurar a urina, urinar antes e após as relações
sexuais e evitar duchas íntimas são estratégias importantes para reduzir o
risco”, orienta.
Um ponto importante é desmistificar a ideia de que apenas a ingestão de água
resolve o problema durante uma crise. “Beber água ajuda na prevenção e na
hidratação, mas não trata a infecção. A pielonefrite exige o uso de antibiótico
adequado”, reforça.
Atenção aos sinais – A pielonefrite é uma condição séria, mas que
pode ser evitada e tratada com sucesso quando diagnosticada precocemente.
Ignorar os sintomas ou adiar o tratamento pode trazer consequências duradouras
para a saúde renal.
“Manter hábitos preventivos e procurar atendimento ao primeiro sinal de
infecção são as melhores formas de proteger os rins”, finaliza o
nefrologista.
Sobre a Hapvida – Com mais de 80 anos de experiência, a Hapvida é
hoje a maior empresa de saúde integrada da América Latina. A companhia, que
possui mais de 77 mil colaboradores, atende quase 16 milhões de beneficiários
de saúde e odontologia espalhados pelas cinco regiões do Brasil.
Todo o aparato foi construído a partir de uma visão voltada ao cuidado de ponta
a ponta, a partir de 85 hospitais, 74 prontos atendimentos, 364 clínicas
médicas e 309 centros de diagnóstico por imagem e coleta laboratorial, além de
unidades especificamente voltadas ao cuidado preventivo e crônico.
Dessa combinação de negócios, apoiada em qualidade médica e inovação, resulta
uma empresa com os melhores recursos humanos e tecnológicos para os seus
clientes.
Por: Assessoria de Imprensa

