Terça-feira, 28 de abril-(04) de 2026
Projeto busca agilizar análise de tomografias e pode
ampliar acesso ao diagnóstico, especialmente em regiões sem especialistas
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| Foto: Divulgação / IFPB |
Um
projeto desenvolvido no Instituto Federal da
Paraíba (IFPB) utiliza inteligência
artificial para auxiliar no diagnóstico precoce de Acidente Vascular Cerebral
(AVC) isquêmico.
A tecnologia analisa imagens de tomografia e identifica
padrões que podem indicar a presença do problema, ajudando profissionais de
saúde a tomar decisões com mais rapidez.
De acordo com o professor Danilo Regis,
coordenador do projeto, o sistema foi desenvolvido e treinado para reconhecer
tanto a estrutura normal do cérebro quanto alterações associadas ao AVC
isquêmico.
Segundo ele, o funcionamento é parecido com o olhar de um
médico ao analisar um exame. A diferença é que esse processo, quando feito por
uma pessoa, pode levar tempo.
Nesse caso, o software trabalha antes mesmo do médico
acessar as imagens, indicando onde pode haver um problema e ajudando na tomada
de decisão.
“A ideia é ter algo que possa fazer com que o médico tenha a
informação da probabilidade de um AVC o mais rápido possível, pois a tomografia
demora em torno de 30 minutos. Então, com essa tecnologia, no mesmo instante, o
médico já teria o alerta que ali existe algum problema e já poderia dar início
ao tratamento”.
Essa tecnologia também pode ser útil em locais onde não há
médicos especialistas disponíveis, permitindo que exames realizados em regiões
mais afastadas sejam avaliados com o apoio da ferramenta e, se necessário, o
paciente seja encaminhado para atendimento especializado.
“Então, a gente pode ter o exame sendo feito numa região
menos favorecida, e essa informação seria enviada para o médico por meio da
tecnologia. Dessa forma, a gente consegue acelerar o processo de identificação
e o diagnóstico precoce faz toda a diferença na vida do paciente”, comentou.
O foco no AVC isquêmico foi uma escolha estratégica. O
tipo hemorrágico é mais fácil de identificar, pois aparece de forma mais
evidente na tomografia, geralmente como uma mancha branca. Já o
isquêmico apresenta mudanças mais sutis, com variações de tonalidade que vão do
cinza ao mais escuro, o que dificulta a identificação.
Atualmente, o projeto já apresenta resultados consistentes
em testes realizados em laboratório, utilizando imagens de clínicas e bancos de
dados públicos.
O estudante de mestrado Emanuel Thiago, que
integra a equipe de pesquisa, destaca que a próxima etapa é levar a tecnologia
para hospitais, onde será possível avaliar o desempenho em ambiente real.
“Um dos nossos problemas aqui é que a gente tem poucos dados
para poder alimentar o nosso sistema, então, criamos uma IA que faz geração de
imagens. Mas o ideal é fazer parcerias com hospitais para testar nosso modelo
em ambiente de estresse e larga escala”.
Participar do desenvolvimento de um trabalho com potencial
de impactar diretamente a vida da população tem sido uma experiência
enriquecedora para o estudante. Segundo ele, a pesquisa representa uma
oportunidade de contribuir de forma concreta para a sociedade.
“É muito enriquecedor quando penso que esse meu trabalho vai ajudar a salvar pessoas, vai ajudar vários médicos e impactar muito na vida das pessoas”, acrescentou.
“É muito enriquecedor quando penso que esse meu trabalho vai ajudar a salvar pessoas, vai ajudar vários médicos e impactar muito na vida das pessoas”, acrescentou.
Por: Texto de Juliana Gouveia / ASCOM – IFPB

