Domingo, 31 de Maio-(05) de 2026
Senador critica presidente e afirma que Lula estaria
defendendo a atuação das facções em territórios dominados pelo crime
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| Flávio Bolsonaro (Foto: Lula Marques / Agência Brasil) |
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ),
pré-candidato à Presidência da República, criticou o presidente Luiz
Inácio Lula da Silva (PT) por se posicionar contra a decisão
dos Estados Unidos de classificar o PCC (Primeiro Comando da
Capital) e o CV (Comando Vermelho) como organizações terroristas.
Durante discurso nessa sexta-feira (29) no evento de
lançamento de Sergio Moro (PL) como pré-candidato ao governo do Paraná, Flávio
afirmou que Lula teria atuado para defender as facções criminosas e acusou o
presidente de ter feito “lobby” junto ao presidente dos EUA, Donald Trump,
para evitar a classificação dos grupos.
“Enquanto ele foi lá fazer lobby para CV e PCC, foi
lamber a bota do Trump para fazer lobby para CV e PCC, para defender marginais,
nós fomos lá para pedir que eles fossem tratados como terroristas, que é o que
eles são”, declarou o senador.
A classificação das duas facções foi anunciada na última
quinta-feira (28) pelo Departamento de Estado dos Estados Unidos, dois
dias depois de Flávio ter se encontrado com Trump na Casa Branca. O
pré-candidato diz que, na reunião, pediu ao presidente americano para
tratar PCC e CV como grupos terroristas.
Flávio também reagiu a declarações de Lula sobre a
decisão americana. O presidente afirmou que criminosos brasileiros não deveriam
ser enquadrados como terroristas e criticou a possibilidade de
interferência externa em assuntos internos do país.
Ao comentar a fala, o parlamentar afirmou que Lula
estaria defendendo a atuação das facções em territórios dominados pelo crime
organizado.
“Existem 50 milhões de brasileiros que moram em áreas
dominadas por CV, PCC e essas organizações narcoterroristas. O que ele fez foi
o seguinte: falar para 50 milhões de brasileiros que eles não merecem
soberania, que eles não merecem ter paz, que eles não merecem ter oportunidade,
porque o Lula está defendendo a soberania do CV e do PCC. E a gente não vai
admitir isso, porque nós amamos o nosso Brasil. E nós temos a missão de
libertar esses 50 milhões de brasileiros e devolver a eles a soberania que eles
merecem e que nós merecemos”, afirmou Flávio.
Lula chamou Flávio de traidor da pátria
Na manhã dessa sexta, Lula fez duras críticas à decisão
dos Estados Unidos e disse que Flávio “não tem vergonha na cara de trair a
nossa pátria, de ir aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil”.
“Eu tive três horas [de reunião] com o presidente Trump,
três horas com ele. Entreguei quatro documentos para eles. Um deles era o
combate ao crime organizado. O senhor Marco Rubio [secretário de Estado dos
EUA] não estava lá, possivelmente porque ele estivesse preparado para ajudar um
filho de um bolsonarista que é candidato à eleição aqui nesse país, que não tem
vergonha na cara de trair a nossa pátria, de ir aos Estados Unidos pedir
intervenção americana no Brasil”, criticou o presidente.
“Joaquim Silvério dos Reis [maior símbolo de traição da
Inconfidência Mineira] ficaria envergonhado se soubesse que tem um candidato a
presidente que vai aos Estados Unidos pedir intervenção americana no Brasil. Se
ele fosse pedir intervenção para prender miliciano, eles ficariam presos lá”,
acrescentou.
Segundo Lula, “nós não aceitamos ser tratados como
moleques”. “Nós não aceitamos ser tratados como se fôssemos uma republiqueta”,
declarou.
Por: R7

