Terça-feira, 16 de junho-(06) de 2026
A Secretaria de Segurança Pública afirmou que o
procedimento foi encaminhado para as providências cabíveis.
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| Imagem: Redes Sociais |
Um jovem de 22 anos morreu no domingo (14), após passar
quase dez meses enfrentando graves problemas de saúde atribuídos pela família à
ingestão de uma bebida adulterada com metanol, em Itapecerica da Serra, na
Grande São Paulo.
Guilherme Torres da Silva foi sepultado na segunda-feira
(15). Morador do bairro Recreio Primavera, ele passou mal em agosto de 2025
após consumir uma bebida e permaneceu com sequelas durante os meses seguintes.
A família anunciou a morte nas redes sociais. Em uma
publicação nos stories, os parentes afirmaram que Guilherme deixou “uma grande
história de força e superação” e agradeceram às pessoas que acompanharam o
tratamento.
Os familiares também agradeceram as contribuições e doações
recebidas. Segundo a mensagem, a ajuda ocorreu de diferentes formas durante o
período em que Guilherme enfrentou as consequências da intoxicação.
Guilherme deixou um filho pequeno. Na homenagem, a família
afirmou que o menino manterá viva a presença do pai e pediu orações para os
parentes.
O caso foi notificado em 16 de agosto de 2025 pelo Hospital
Municipal M’Boi Mirim. Segundo a Autarquia Municipal de Saúde de Itapecerica da
Serra, Guilherme recebeu atendimento na unidade, na capital paulista, com
suporte clínico especializado e as medidas terapêuticas indicadas durante a
internação.
O município classificou o episódio como relacionado à
suspeita de intoxicação por metanol. A prefeitura afirmou que Guilherme foi
acompanhado pelos serviços de saúde durante a internação e a recuperação e que
as informações foram encaminhadas aos órgãos responsáveis pela investigação.
A causa oficial da morte e a relação com a intoxicação ainda
não foram confirmadas. A Autarquia Municipal de Saúde informou que aguarda a
Declaração de Óbito e os demais laudos para avaliar o nexo entre a morte e o
episódio ocorrido em 2025.
A perícia confirmou a presença de metanol no material
analisado. Segundo a SSP-SP (Secretaria da Segurança Pública de São Paulo), os
laudos produzidos pelo Instituto de Criminalística foram anexados à
investigação conduzida pela Delegacia de Itapecerica da Serra.
A investigação foi relatada ao Poder Judiciário. A SSP
afirmou que o procedimento foi encaminhado para as providências cabíveis, mas
não informou se houve indiciamento nem quem teria fornecido ou vendido a bebida
consumida por Guilherme.
Por: Folhapress

