Sexta-feira, 12 de junho-(06) de 2026
Matéria do PBAgora com Agência Brasil
![]() |
Foto: Paulo Pinto/ Agência Brasil |
A recuperação do mercado de trabalho e o aumento da renda
proveniente dos salários contribuíram para reduzir a pobreza nas principais
regiões metropolitanas do Brasil. No entanto, os dados mais recentes mostram
que a Paraíba e os demais estados do Nordeste ainda enfrentam desafios
históricos relacionados à desigualdade social.
Levantamento do boletim Desigualdade nas Metrópoles,
elaborado pelo Observatório das Metrópoles, RedODSAL e PUC-RS com base em dados
do IBGE, aponta que mais de 10 milhões de brasileiros deixaram a condição de
pobreza entre 2021 e 2025. A taxa caiu para 18,4% nas 22 regiões metropolitanas
analisadas, o menor índice desde o início da série histórica, em 2012.
Entre as áreas pesquisadas está a Região Metropolitana de
João Pessoa, que acompanha a tendência nacional de redução da pobreza
impulsionada pelo crescimento do emprego e da renda do trabalho.
Apesar do avanço, o estudo destaca que as maiores
concentrações de pobreza continuam localizadas nas regiões Norte e Nordeste.
Segundo os pesquisadores, essas localidades ainda apresentam indicadores
sociais inferiores aos registrados no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, refletindo
desigualdades estruturais que persistem há décadas.
A pesquisa também revela que cerca de 15,2 milhões de
pessoas ainda vivem em situação de pobreza nas regiões metropolitanas
brasileiras, sobrevivendo com renda mensal de até R$ 729 por pessoa. Desse
total, aproximadamente 2,6 milhões enfrentam a extrema pobreza, com renda per
capita de até R$ 229 por mês.
Outro dado que chama atenção é a concentração de renda. Em
2025, os 10% mais ricos receberam, em média, 16,1 vezes mais do que os 40% mais
pobres, demonstrando que, apesar da melhora econômica e da geração de empregos,
a distribuição da riqueza continua desigual.
Para os especialistas, a redução da pobreza está diretamente
ligada ao aumento das oportunidades de trabalho e da remuneração dos
trabalhadores, mais do que aos programas de transferência de renda. Ainda
assim, o cenário reforça a necessidade de políticas públicas voltadas para o
desenvolvimento regional, especialmente no Nordeste, onde os índices sociais
permanecem mais vulneráveis.
As 22 regiões metropolitanas avaliadas pelo estudo reúnem
cerca de 40% da população brasileira e incluem capitais nordestinas como João
Pessoa, Recife, Fortaleza, Salvador, Natal, Maceió, Aracaju e São Luís,
evidenciando a importância da região no debate sobre redução da pobreza e
combate às desigualdades.
Por: PBAgora com Agência Brasil

