Terça-feira, 16 de junho-(06) de 2026
Investigação da Polícia Civil analisou relatórios de
perícia. Nenhuma pessoa foi indiciada.
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| Defesa Civil e Corpo de Bombeiros foram acionados após rompimento de reservatório. Reprodução |
O inquérito da Polícia Civil da Paraíba que investigou o
rompimento de um reservatório da Companhia de Águas e Esgotos da Paraíba
(Cagepa), foi concluído. O rompimento deixou uma idosa morta e várias casas destruídas
em Campina Grande. Segundo a investigação, houve falhas na execução do
projeto. Nenhuma pessoa foi indiciada.
De acordo com a delegada Nercília Dantas, duas perícias
foram feitas para investigar as causas do rompimento, uma pelo Instituto de
Polícia Científica (IPC) e outra contratada pela própria Cagepa. Os dois laudos
apresentaram resultados semelhantes e concluíram que o colapso começou pelo
chão por um erro no projeto do reservatório, executado há cerca de 70 anos.
Segundo a delegada, o erro ocasionou uma aceleração na
deterioração do chão do local, que cedeu provocando um colapso. Na manhã do dia
8 de novembro de 2025, o alto volume de água que estava no reservatório saiu
rapidamente e invadiu casas no bairro da Prata.
Ainda de acordo com a degelada, a Cagepa havia realizado uma
vistoria simples do reservatório seis meses antes do rompimento. No entanto, o
problema não foi percebido.
O relatório da Polícia Civil identificou as causas que
provocaram o rompimento, mas por ter constatado um erro no projeto de 70 anos
atrás, o inquérito não indiciou nenhuma pessoa.
A Cagepa informou a produção da TV Paraíba que a avaliação
feita pela companhia ainda não foi concluída. O inquérito da Polícia Civil foi
encaminhado ao Ministério Público da Paraíba (MPPB), que não se pronunciou
sobre o assunto.
Por: Jornal da Paraíba

