Sábado, 11 de junho de 2016.
"Essas meninas pulam para lá, para cá", brinca central.
Técnico José Roberto Guimarães elogia postura contra japonesas: "Essa tem
de ser a nossa tônica"
Meninas do Brasil festejam ponto contra as japonesas (Foto:
Divulgação/FIVB)
O ponto, às vezes, cismava em não
vir. Não importava a pancada, os golpes: havia sempre uma japonesa para tentar
impedir que a bola encostasse ao chão. O tal jogo da paciência funcionou.
Houve, porém, um motivo para que a atenção estivesse sempre ligada. Após o
desempenho inconstante diante da Itália, José Roberto caprichou na bronca, e as
jogadoras entenderam o recado. A vitória contra o Japão deu tranquilidade à
seleção.
- Contra a Itália, deixamos abaixar a
guarda. A gente tentou ter todo o cuidado para que não acontecesse isso hoje.
Só no segundo set, que elas chegaram a encostar no placar, viraram o jogo, mas
a gente conseguiu reverter o placar no fim do set, impor o nosso ritmo mesmo.
Depois da chamada que a gente tomou ontem, todo mundo ficou um pouco assustado
– afirmou Natália.
Zé Roberto disse que a bronca nem foi
tão pesada assim. Por saber como a seleção pode render, não quis elogiar uma
atuação irregular. Bem mais leve após ao jogo contra as japonesas, o treinador
disse esperar uma atitude parecida daqui para frente.
José Roberto orienta seleção (Foto: Divulgação/FIVB)
- Foi uma cobrança natural. Eu não
posso enaltecer uma coisa de um time que não tenha sido real. Eu não posso
dizer que vocês jogaram bem quando não jogaram bem. Eu não posso defender essa
tese. Eu tenho que ser verdadeiro e dizer. Para mim, faltou atitude. Foi o que
eu disse para todo mundo e vou bater nessa tecla. Precisa ter atitude, precisa
ser agressivo, no bom sentido, contra o outro time. Lá dentro, time tem que
cobrar uma a outra. Dessa forma, o time sempre conseguiu lutar contra os
adversários. E essa tem de ser a nossa tônica.
Para chegar à vitória contra as
japonesas, Thaísa teve papel fundamental. Muito bem na partida, a central
reconheceu a dificuldade de encaixar o jogo diante das asiáticas.
- Jogo com o Japão, se você
perde a paciência, complica. Elas jogam o corpo para o lado e atacam para o
outro. Quanto mais forte você bate, mais forte elas sobem. É um jogo chato,
complicado. Tanto que tem hora que elas fazem uma bela defesa, uma bola que
você acha que é impossível que vá subir e eu tenho que chegar para a minha
jogadora e falar: “Paciência, a próxima você roda”. Se ficar se preocupando que
vai não vai rodar, você vai errar. Tem de focar. Eu estava no banco com dor de
cabeça. Essas meninas pulam para lá, para cá, para lá, para cá. A cabeça ferve.
A gente sabe que vai enfrentar nas olimpíadas. Então serve de parâmetro para
ver como está a velocidade do time.
O Brasil volta à quadra no domingo.
No último compromisso pela primeira fase do Grand Prix, a seleção encara a
Sérvia, às 10h05. A partida terá transmissão da TV Globo e do SporTV, com
cobertura em Tempo Real do GloboEsporte.com.
Thaísa ataca durante partida (Foto: Divulgação /FIVB)
Por João Gabriel Rodrigues
Rio de Janeiro



