Segunda-feira, 25 de Maio-(05) de 2026
Em relação a levantamento anterior, petista ganhou mais
apoio entre eleitores, enquanto senador pelo Rio de Janeiro recuou nas
projeções
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| (Montagem: Ricardo Stuckert/PR e Edilson Rodrigues/Agência Senado) |
Pesquisa BTG/Nexus divulgada nesta segunda-feira (25)
mostra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) numericamente à
frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), em uma eventual disputa
de segundo turno na eleição presidencial deste ano.
O petista aparece com 47% das intenções de voto,
ante 43% do filho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). Como a margem de erro
da pesquisa é de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos, os dois
políticos estão tecnicamente empatados.
A pesquisa ocorreu após a divulgação das mensagens
em áudio de quando o senador do PL (Partido Liberal) pediu dinheiro
ao banqueiro banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Master, supostamente
para financiar o filme Dark Horse, uma versão da trajetória
política de Jair Bolsonaro.
Em relação ao levantamento anterior, de abril, Lula
oscilou 1 ponto percentual para cima, enquanto Flávio recuou 2, o que ampliou a
vantagem do petista de 1 para 4 pontos percentuais. Além disso, 9%
disseram votar em nenhum dos candidatos, por optarem pelo branco ou nulo,
enquanto 1% não soube ou não quis responder.
O levantamento foi feito por telefone, entre sexta-feira
(22) e domingo (24). A pesquisa ouviu 2.045 entrevistados, tem intervalo
de confiança de 95% e está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) sob
o código BR-04193/2026.
Nos demais cenários testados de segundo turno, Lula
também ficou à frente: 49% a 38% contra o ex-governador de Minas
Gerais Romeu Zema (Novo), e 46% a 40% diante do ex-chefe do Executivo de
Goiás Ronaldo Caiado (PSD).
Perfil dos entrevistados
No recorte por perfil dos eleitores, Lula teve melhor
desempenho do que Flávio Bolsonaro entre as mulheres (54% a 35%), pessoas com
60 anos ou mais (51% a 41%), católicos (51% a 42%), entrevistados com ensino
fundamental completo (56% a 37%), indivíduos com renda familiar de até um
salário-mínimo (55% a 32%) e da população desocupada (59% a 28%). Regionalmente, o principal reduto do petista segue no Nordeste, onde teve 59%
das intenções de voto, contra 32% de Flávio.
Já o senador do PL lidera, na comparação com Lula, entre
homens (52% a 40%), evangélicos (54% a 36%), jovens de 16 a 24 anos (48% a
44%), eleitores com ensino médio completo (47% a 41%) e pessoas com renda
familiar superior a cinco salários-mínimos (51% a 44%). Por região, Flávio abre
vantagem no Sul (53% a 39%) e no Norte/Centro-Oeste (50% a 43%), enquanto há
empate numérico no Sudeste (45% a 45%).
Primeiro turno e preferências
No cenário estimulado, quando as opções são
sugeridas aos entrevistados, Lula tem 41% das intenções de voto no primeiro
turno, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35%.
Na sequência, aparecem: Ronaldo Caiado (5%); Romeu Zema
(4%); o presidente do partido Missão, Renan Santos (4%); e o ex-ministro
do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa (3%). O
psiquiatra Augusto Cury (Avante) e o ex-deputado federal Cabo
Daciolo (Mobiliza) registraram 1% cada. Além disso, 6% dos entrevistados
disseram votar em nenhum — branco ou nulo — enquanto 2% não souberam ou não
quiseram responder.
Em comparação com abril, Lula manteve o mesmo
patamar, enquanto Flávio oscilou 1 ponto percentual para baixo. A sondagem
também indica um eleitorado relativamente consolidado: entre os que escolheram
um candidato, 70% afirmaram que a decisão está tomada e que não deve mudar de
voto até a eleição, enquanto 28% responderam que ainda podem rever a decisão.
No levantamento de migração de votos em um eventual
segundo turno entre Lula e Flávio, o petista teve vantagem sobre os eleitores
de Augusto Cury (48% a 23%) e Joaquim Barbosa (46% a 33%). E o senador contou
com mais apoio em relação aos eleitores de Romeu Zema (74% a 7%) e de Renan
Santos (47% a 22%). Em um cenário com Caiado, houve mais divisão da
preferência, pois 36% optaram por Flávio, e 31%, por Lula.
Por: R7

