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Mala com R$ 287 mil é apreendida pela PF dentro de sacos de lixo na casa de servidor do INSS em Pernambuco

Quinta-feira, 28 de Maio-(05) de 2026
Matéria do Portal O GLOBO.
Mala com R$ 287 mil é apreendida pela PF dentro de sacos de lixo na casa de servidor do INSS em Pernambuco
A Polícia Federal apreendeu R$ 287 mil em notas dentro de sacos de lixo na casa de um servidor do Instituto Nacional de Seguridade Social, Pernambuco nesta quarta-feira (27). Além do montante, a PF também confiscou 22 celulares e 10 veículos, entre eles Land Rover, Porsche, BMW e Mercedes-Benz. O dinheiro estava escondido em sacos de lixo guardados dentro de uma mala.

Segundo a PF, foram cumpridos 31 mandados de busca e apreensão, 8 medidas cautelares de monitoramento eletrônico e outras medidas constritivas. As ordens foram expedidas pelo STF e têm como alvos endereços em Pernambuco, São Paulo, Paraíba e no Distrito Federal.

A operação de hoje mira em pessoas ligadas à administração de entidades que faziam os descontos indevidos Eles foram alvos de 31 mandados de busca e apreensão e 8 cautelares de monitoramento eletrônico, expedidos pelo ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso do INSS na Corte.

Segundo a PF, eles fazem parte de três núcleos que atuavam em atuavam em São Paulo, Brasília e Guaranhuns (PE). O primeiro envolve pessoas ligadas a entidades como Amar Brasil Clube de Benefícios, Master Prev, Andapp e Aasap. Na capital federal, a PF se concentra nos responsáveis pela Unibap e Abenprev. E no interior de Pernambuco em servidores e ex-servidores de agências locais do INSS, além da Abapen.

Os investigadores identificaram indícios de que parte dos alvos estavam tentando se desfazer do seu patrimônio para não serem alcançados pela Justiça. As medidas visam evitar que isso aconteça para que esses bens sejam utilizados na reparação às vítimas das fraudes do INSS.

Em abril do ano passado, a PF e a CGU revelaram que um grupo de sindicatos e associações de aposentados cobravam descontos indevidos e sem autorização nos contracheques de beneficiários, totalizando um desvio de cerca de R$ 6,3 bilhões. Na ocasião, a cúpula do INSS foi afastada suspeita de envolvimento no esquema.

Essas entidades conseguiam atuar por meio de acordos de cooperação técnica firmados com a autarquia. As instituições declaravam oferecer serviços como planos de saúde, academia e assistência jurídica, mas, segundo a CGU, não possuíam estrutura real para cumprir o que prometiam. Em muitos casos, os aposentados sequer tinham conhecimento de que haviam sido associados, descobrindo os descontos apenas ao consultar seus extratos de pagamento.



Por: O GLOBO

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Formado em radialismo,Cursou A FUNETECE,Ensino médio Completo,E-mail: radialistasergiothiago@gmail.com.
 
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