Sexta-feira, 26 de junho-(06) de 2026
A Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que é o
censo do mercado de trabalho formal brasileiro, foi instituído em 1975 pelo
Ministério do Trabalho
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Palácio dos Despachos do Governo da PB (Foto: Secom-PB) |
O estoque de vínculos formais de trabalhadores na Paraíba
alcançou 943,6 mil em fevereiro de 2026, segundo dados da Relação Anual de
Informações Sociais (Rais) Mensalizadas, divulgados pelo Ministério do Trabalho
e Emprego. O número representa aumento de 59.207 mil vínculos em relação a
fevereiro de 2025, crescimento de 6,69%, índice superior à média do País (3,6%)
e a do Nordeste (6,14%).
Na comparação com dezembro de 2025, quando o Estado
contabilizava 912.229 vínculos na Rais, houve acréscimo de 31.445 empregos
formais, uma alta de 3,45% em apenas dois meses. O resultado supera mais uma
vez a média nacional (2,3%) e a regional (3,27%) para o período.
4º MAIOR CRESCIMENTO DO PAÍS – Já com dados anualizados da
Rais, que é o censo do mercado de trabalho, a Paraíba havia encerrado 2025 com
906,5 mil trabalhadores vinculados aos regimes celetistas e estatutários nos 12
meses, alta de 12,90% sobre o ano de 2024 (803,3 mil), resultando um saldo de
trabalhadores celetistas e estatutários de 103.278 postos em 2025, o que
representou a 4ª maior taxa de crescimento entre as unidades da federação e do
Distrito Federal.
Para o secretário de Estado da Fazenda (Sefaz-PB), Marialvo
Laureano, “os dados gerais da Rais da Paraíba mostram que o Estado se destacou
nacionalmente no indicador com o quarto crescimento relativo do País. Contudo,
o mais importante é que o indicador revela: o aumento do trabalho formal na
Paraíba nos últimos seis anos de forma consistente e contínua. Para se ter uma
ideia, de 2019 para 2025 elevamos em mais de 300 mil trabalhadores na Rais. O
nosso estoque em fevereiro de 943 mil trabalhadores ruma agora para a marca de
1 milhão de trabalhadores. Isso é reflexo de uma política fiscal e de
desenvolvimento do Estado com a parceria da iniciativa privada responsável e
séria, que tem entre outros resultados a crescente geração de emprego e renda,
gerando vitalidade para a economia paraibana, pois emprego com vínculo formal
garante direitos e uma série de benefícios sociais,” comentou.
Do total de vínculos formais (906,5 mil) em dezembro de 2025
na Paraíba, 549,6 mil eram celetistas (setor privado) e 356,9 mil correspondiam
a agentes públicos, incluindo servidores estatutários, contratados por tempo
determinado e ocupantes de cargos em comissão.
O regime celetista segue a CLT (Consolidação das Leis do
Trabalho) com a grande maioria das empresas na iniciativa privada, enquanto o
estatutário é exclusivo de servidores públicos.
SETOR DE SERVIÇOS PREDOMINA – Na distribuição por setores, o
estoque do setor de serviços predomina com 615.275 trabalhadores, sendo 259.744
de celetistas e 355.531 estatutários. Outros 132.143 do setor de comércio,
enquanto a indústria acumula 8.080. Completam o estoque 57.235 do setor de
construção e outros 13.853 trabalhadores da agropecuária.
Ainda segundo dados da Rais, a remuneração média do
trabalhador paraibano foi de R$ 3.604,15, enquanto o perfil do grau de
instrução dos trabalhadores mostram que 80% deles têm ensino médio e superior
completo (731,4 mil), sendo 453,6 mil (50% do total), com ensino médio, e 277,7
mil (30,6% do total), com nível superior.
SOBRE DADOS DA RAIS – A Relação Anual de Informações Sociais
(Rais), que é o censo do mercado de trabalho formal brasileiro, foi instituído
em 1975 pelo Ministério do Trabalho. Ela compila dados socioeconômicos e de
vínculos empregatícios do setor público e privado, servindo de base para
estatísticas governamentais, controle de direitos trabalhistas (como o abono
salarial), para planejamento de políticas públicas e avaliação de pesquisas.
Por: Secom/GOVPB

